Dubai pede que FBI investigue cartões de crédito de acusados no caso Mabhuh

As autoridades do emirado árabe de Dubai pediram ao FBI (polícia federal americana) para que investigue os cartões de crédito emitidos por um banco americano para os suspeitos do assassinato do dirigente do Hamas Mahmoud Al Mabhuh, disse nesta terça-feira uma fonte diplomática.

iG São Paulo |

A fonte, que pediu o anonimato, explicou que este tipo de medida é comum neste tipo de crime e fica a cargo dos escritórios do FBI nas embaixadas americanas, que recebem um pedido oficial das autoridades locais.

No último dia 24, a polícia de Dubai anunciou que 14 dos 27 suspeitos do assassinato de Mabhuh utilizaram cartões de crédito do MetaBank, sediado nos EUA, para fazer reservas de hotéis e comprar passagens aéreas.

Os supostos autores do assassinato, cometido em 19 de janeiro em um hotel de Dubai, usaram passaportes da Irlanda, França, Reino Unido, Austrália e Alemanha, segundo a polícia do emirado, que acusou o Mossad (serviço secreto israelense) de matar Mabhuh.

As autoridades do emirado revelaram há dois dias que os assassinos de Mabhuh lhe injetaram drogas antes de asfixiá-lo. Mabhuh, de 50 anos, foi um dos fundadores do braço armado do Hamas, as Brigadas Izz al-Din Qassam.

Israel sob suspeita

Segundo a polícia de Dubai, Israel estaria por trás do crime, mas o governo israelense tem-se recusado a negar ou confirmar o envolvimento no assassinato. 

"Os suspeitos se reuniram em Dubai e se espalharam por várias localidades antes de se reunir de novo em pequenos grupos e partir para outros destinos", revelaram aos autoridades dos Emirados Árabes Unidos.

Mossa vida moda em Israel

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Camisetas do Mossad viram moda
Camisetas do Mossad viram moda

Nas últimas semanas, desde o assassinato do líder do Hamas, o Mossad se tornou "moda" até em camisetas .

Eran Davidov, dono de uma empresa que produz as peças, soube aproveitar a nova moda e produziu rapidamente camisetas glorificando o Mossad.

Davidov disse ao canal 10 da TV israelense que nos últimos dias "não está dando conta" de fornecer o número crescente de encomendas, tanto por lojas locais como por clientes no exterior.

De acordo com o empresário, a camiseta com a frase "não se meta com o Mossad" é a mais procurada.

* Com EFE

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