Dubai garante ter DNA e impressões digitais de assassinos de Mabhuh

Cairo, 5 mar (EFE).- O chefe da Polícia do emirado árabe de Dubai, Dhahi Khalfan Tamim, assegurou que existem amostras de DNA e impressões digitais dos suspeitos do assassinato de Mahmoud al Mabhuh, em entrevista transmitida hoje pela emissora de televisão Al Jazira.

EFE |

Segundo Tamim, essas provas serão formalmente incluídas no processo após a detenção dos acusados do assassinato de Mabhuh, dirigente do movimento islamita palestino Hamas, morto em 19 de janeiro em um hotel de Dubai.

O chefe da Polícia de Dubai reiterou que não tem "a mínima dúvida" de que o Mossad (serviço secreto israelense) está por trás do assassinato de Mabhuh, um dos fundadores do braço armado do Hamas, as Brigadas Izz al-Din al Kazam.

Segundo Tamim, a prova da ligação do Mossad é "o que afirmam alguns veículos de imprensa israelenses sobre a existência de pessoas com as identidades dos assassinos que retornaram a Israel, onde atualmente vivem".

O chefe policial acrescentou que a própria oposição israelense pedirá esclarecimentos ao chefe do Mossad, Meir Dagan, e ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pelo "fracasso" que tiveram em Dubai.

As autoridades de Dubai pediram à Polícia Internacional (Interpol) para que emita uma ordem de detenção contra Dagan, enquanto Israel assegura que não há provas que envolvam o Mossad.

A Polícia de Dubai apontou 27 suspeitos para o crime e disse que alguns deles usaram passaportes de países como Irlanda, França, Reino Unido, Austrália e Alemanha. EFE aj-ssa/bba

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