Duas pessoas são baleadas em museu do Holocausto nos EUA

WASHINGTON - Ao menos duas pessoas foram atingidas por disparos e ficaram feridas nesta quarta-feira, quando um homem armado abriu fogo contra o prédio do Museu do Holocausto, em Washington, causando pânico na área turística da cidade, indicaram autoridades e testemunhas.

Redação com agências internacionais |

Segundo um porta-voz da polícia, o sargento David Schlosser, um homem portando uma "arma comprida", não se sabe se um rifle ou uma espingarda de caça, teria entrado no museu às 12h45 (13h45 no horário de Brasília) e disparado contra um segurança.

Dois outros guardas teriam respondido aos tiros, atingindo o autor dos disparos. Tanto o autor dos disparos como o policial teriam sido feridos e foram levados para o George Washington University Hospital.

Segundo a rede de notícias NBC, o atirador era um homem de 88 anos com ligações com um movimento de supremacia branca. Ainda de acordo com a imprensa americana, o homem tem um site no qual veicula conteúdo racista e já havia sido preso anteriormente por ter entrado na sede do Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos) portando uma arma.  

Uma terceira pessoa ficou levemente ferida, possivelmente atingida por estilhaços de vidro, mas não precisou ser internada. Um porta-voz do museu disse que o prédio, que fica a cerca de 500 metros da Casa Branca, foi evacuado quando os primeiros tiros foram ouvidos.


Polícia cerca museu em Washington / AP

O museu conta com um forte esquema de segurança, com guardas armados posicionados dentro e no exterior do local. Todos os visitantes devem passar por detectores de metais na entrada e todas as mochilas e bolsas são colocadas em máquinas de raio-x.

Localizado perto de vários outros museus, o Museu Memorial do Holocausto é uma atração turística popular da capital norte-americana. Ele atrai cerca de 1,7 milhão de visitantes por ano.

"Ouvi um barulhão"

Angela Andelson, 22 anos, que mora em São Francisco e está visitando a capital americana, contou ter ouvido por volta de cinco tiros. "Eu estava na entrada (do museu) quando o atirador entrou. Eu estava andando em direção à saída, do outro lado da entrada", disse.

"Ouvi um tiro, um barulhão, como se alguém tivesse deixado cair algo. Então eu me virei para olhar, e vi todos esses seguranças se abaixando. Olhei de novo e vi o atirador entrando, com uma arma longa, parecia. Eu corri para dentro de uma das salas para me proteger", relatou.

"Ouvi o primeiro tiro. Quando me virei e olhei, houve pelo menos mais dois ou quatro tiros", continuou Andelson. "As pessoas gritavam e se abaixavam no chão, entrando debaixo dos bancos".

* Com Reuters e AFP

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