Duas maternidades em Pequim fecham por surto de febre aftosa humana

Pequim, 6 mai (EFE) - Duas maternidades em Pequim foram fechadas temporariamente para conter a propagação do vírus da febre aftosa humana, que em todo o país já atingiu 12.164 crianças este ano, dos quais 26 morreram, informou hoje a agência estatal Xinhua.

EFE |

O fechamento dos centros (um no distrito de Haidian (Norte) e outro em Chaoyang, no leste) foi decretado nesta terça-feira depois que várias crianças apresentaram possíveis sintomas da doença.

Pequim registrou neste ano 1.482 casos de febre aftosa humana, doença comum entre as crianças, mas que gerou um alarme sanitário nacional devido ao alto número de óbitos.

A situação em Pequim "é normal e não deve se estender o pânico", assegurou Wu Jiang, especialista do centro de controle de doenças contagiosas de Pequim.

A província mais afetada é Anhui (Leste), com 5.840 casos e 22 mortos, e onde 10 médicos foram punidos por negligência na hora de tratar a epidemia, informou a "Xinhua" hoje.

De acordo com Tang Xiaoping, especialista governamental em epidemias, o drástico aumento de casos registrados se deve a uma ordem do Ministério da Saúde que torna obrigatório, desde sexta-feira, informar todos os registros de febre aftosa humana, devido ao alerta nacional.

A doença afeta, sobretudo, crianças entre dois e seis anos, que costumam apresentar sintomas como febre, verrugas e ulcerações (feridas) na boca, assim como erupções nas mãos e nos pés.

Das variantes existentes do vírus causador da doença, o EV71, diagnosticado em muitos dos casos deste ano, mostra freqüentemente estes sintomas de forma mais intensa, e também pode provocar meningite, encefalite, edema pulmonar, paralisias ou a morte em algumas crianças.

O Ministério da Saúde chinês teme que continue aumentando o número de casos durante os meses de junho e julho, época de maior incidência desta doença.

A China viveu nos últimos anos vários alarmes sanitários por doenças epidêmicas como a Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS) ou a gripe aviária, nas quais, às vezes, o país foi criticado por falta de transparência no momento de informar os casos da doença.

No entanto, a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou a colaboração das autoridades chinesas com o organismo internacional na hora de combater o atual surto. EFE abc/rb/db

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