Duas Coréias farão reunião sobre parque industrial

Por Rhee So-eui SEUL (Reuters) - A Coréia do Sul aceitou no domingo uma rara proposta da Coréia do Norte de conversações sobre um parque industrial conjunto situado ao norte da fronteira fortemente armada que divide os dois países, enquanto potências globais procuram impedir que Pyongyang reative sua fábrica de armas nucleares.

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A Coréia do Sul vai enviar na terça-feira uma equipe de dez funcionários ao complexo industrial de Kaesong, onde a Coréia do Norte, comunista, mantém um operário sul-coreano detido há semanas, disse num briefing para a imprensa uma porta-voz do Ministério da Unificação.

A iniciativa se dá depois de a Coréia do Norte ter expulsado inspetores nucleares internacionais e dito que vai reativar sua usina nuclear de Yongbyon, que produz plutônio enriquecido, próprio para fabricar bombas, em reação à reprimenda dada pelas Nações Unidas pelo lançamento de um foguete norte-coreano no início deste mês, visto amplamente como teste disfarçado de um míssil de longo alcance.

"Nossas prioridades são a segurança dos sul-coreanos e o desenvolvimento da cidade industrial de Kaesong," disse a porta-voz Lee Jong-joo, que não deu maiores detalhes sobre as discussões marcadas para a próxima terça.

De acordo com o Ministério, foi a Coréia do Norte que formulou o pedido de discussões no sábado, depois de ter suspendido discussões com Seul em várias ocasiões.

Pouco depois de formular o pedido de discussões, a mídia oficial da Coréia do Norte avisou a Coréia do Sul a não participar de uma iniciativa liderada pelos EUA contra o fluxo de armas, dizendo que quaisquer sanções contra o Estado comunista serão interpretadas como ato de guerra.

O parque industrial de Kaesong, que chegou a ser saudado como modelo de cooperação econômica futura entre as duas Coréias, nos últimos meses virou ponto focal de desavenças entre elas, com a Coréia do Norte expulsando trabalhadores sul-coreanos e fechando operações.

A Coréia do Norte mantém um funcionário sul-coreano preso no complexo há três semanas. A mídia local disse que o funcionário teria provocado a ira de Pyongyang ao fazer comentários depreciativos sobre seu sistema político comunista.

Um artigo publicado no domingo no jornal do Partido Comunista norte-coreano diz que Pyongyang não fugirá de um confronto e combaterá qualquer sanção contra o que afirma ter sido um lançamento pacífico de satélite.

"A ameaça militar intensificada pelas forças hostis ... contestando até mesmo o lançamento de um satélite para finalidades pacíficas, obriga a RDPC (Coréia do Norte) a aumentar sua dissuasão nuclear," disse o artigo publicado pela agência de notícias norte-coreana KCNA.

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