Duas bombas semeiam caos na Indonésia no café-da-manhã

Putra Darmawan, camareira do hotel Ritz Carlton de Jacarta, servia o café-da-manhã nesta sexta-feira quando a explosão de uma bomba provocou o caos no luxuoso restaurante do estabelecimento.

AFP |

"Não sabia o que aconteceu exatamente, mas houve uma explosão e nós ficamos no escuro", contou a jovem de 18 anos, que repousava na cama do hospital para onde foi levada.

Putra Darmawan é uma das 40 pessoas que ficaram gravemente feridas na explosão das duas bombas que destruíram o restaurante do Ritz Carlton e um café do vizinho hotel Marriott, poucos minutos antes das 08H00 locais (01H00 GMT).

Os dois hotéis são normalmente um oásis de calma em meio à agitação do bairro de negócios da imensa capital indonésia.

A polícia e os serviços de resgate, que chegaram rapidamente ao local, atendiam os feridos que saíam caminhando dos escombros cobertos de sangue, em meio a muita fumaça e vidro quebrado.

"Eu estava andando, quando vi três feridos subirem em uma ambulância", relata Syarif, de 32 anos, funcionário de uma loja das redondezas. "Eram todos estrangeiros. Seus rostos e seus corpos estavam cobertos de sangue".

Sukardi, um motorista de 53 anos, diz ter se assustado ao ver uma coluna de fumaça elevando-se do Marriott. "Enquanto corríamos, escutamos uma segunda explosão vindo do Ritz Carlton, e caíram pedaços de vidro", lembra.

"Era como em um filme (...). Todos estavam emocionados. Eu só pensei: 'perigo, tenho que fugir'. Subi na moto e fui embora o mais rápido que pude", conta Usman, que dirige uma moto-táxi.

Para algumas pessoas que costumam frequentar o bairro de Kuningan, um dos mais chiques de Jacarta, as cenas de terror desta manhã lembraram o horror de 2003, quando uma bomba matou 12 pessoas no hotel Marriott em um atentado atribuído à rede clandestina radical Yamaah Islamiyah.

Um ano depois, um carro-bomba explodiu em frente à embaixada australiana, matando dez pessoas.

Desde então, nenhum atentado havia sido registrado na capital, que se moderniza rapidamente, com vários hotéis de luxo e cintilantes centros comerciais - onde, nesta sexta-feira, a segurança foi reforçada ao extremo.

aa-aub/ap

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