Duas bombas matam ao menos 10 no sul do Afeganistão

(Inclui retificação do chefe da Polícia de Helmand, que diminui de 21 para 5 os mortos em um dos atentados) Cabul, 6 ago (EFE).- Pelo menos dez pessoas morreram e 8 ficaram feridas em duas explosões com bomba registradas em distritos da província de Helmand, no sul do Afeganistão, informou hoje à Agência Efe uma fonte policial.

EFE |

O chefe da Polícia de Helmand, Assadulah Sherzad, disse que cinco pessoas morreram, entre elas duas crianças, devido à explosão na quarta-feira à noite de uma bomba contra um veículo, na zona de Darwaishan, pertencente ao distrito de Garmsir.

As vítimas iam a um casamento a bordo do reboque de um trator agrícola, quando a bomba explodiu, às 23h (15h30 de Brasília), segundo Sherzad.

O mesmo Sherzad tinha dito horas antes que 21 pessoas tinham morrido neste ataque - algo que havia sido confirmado pelo Ministério da Defesa -, mas insistiu agora em que o agente no terreno tinha dado uma "informação incorreta".

Um novo atentado ocorreu esta manhã no distrito de Nad Ali, ao norte de Garmsir e também em Helmand.

Pelo menos cinco policiais morreram e outros três ficaram feridos devido à explosão de uma bomba na passagem do comboio onde estavam, segundo o próprio Sherzad.

No início de julho, 4 mil marines americanos enquadrados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e cerca de 650 membros das forças de segurança afegãs lançaram uma operação contra redutos talibãs no centro e no sul de Helmand.

Em paralelo, as tropas britânicas tentam atingir os talibãs no norte da capital de Helmand, Lashkar Gah.

No entanto, nem a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), sob comando da Otan, nem o comando americano informaram com assiduidade, através de comunicados, sobre a evolução destas operações.

Os ataques e atentados são frequentes no Afeganistão, especialmente no sul do país, onde os talibãs têm seus principais redutos.

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, que está em visita a Cabul, pediu ontem para se seguir uma estratégia "mais ampla" no Afeganistão, que não inclua só o esforço militar, a fim de acabar com a violência no país. EFE lo-mb-amp/an

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