Duarte denuncia presença de agitadores para tumultuar eleições

Assunção, 15 abr (EFE) - O presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, denunciou hoje que estão entrando no país especialistas em agitação social supostamente provenientes do Equador e da Venezuela para instigar a violência nas eleições gerais do próximo domingo.

EFE |

Mais de 2,8 milhões de paraguaios de um total de seis milhões estão convocados para escolher nesse dia o sucessor de Duarte e renovar, ao mesmo tempo, as autoridades do Congresso e os Governos regionais para um mandato de cinco anos.

O governante disse que os organismos de segurança receberam a denúncia de que "estão chegando vários estrangeiros, especialistas em agitação social", provenientes do Equador e da Venezuela, e afirmou que eles estão hospedados em hotéis de Assunção.

"O Governo vai se reservar as medidas cabíveis para evitar que (os supostos agitadores) gerem violência no Paraguai", disse Duarte em um ato público realizado em Caaguazú, 150 quilômetros ao leste da capital .

Nesse sentido, afirmou que "as Forças Armadas sairão para fazer ações de cobertura de cooperação com a Polícia Nacional em todo o país" e advertiu de que não vão "tolerar nem permitir qualquer abuso ou desmando de grupos políticos do partido que for".

Duarte, que se comprometeu a identificar os estrangeiros, disse que no departamento de San Pedro, o mais pobre do país, foram escondidos explosivos para serem usados caso vença a governista Blanca Ovelar e não o ex-bispo Fernando Lugo, que lidera as pesquisas.

Lugo é apoiado pela Aliança Patriótica para a Mudança (APC), integrada pelo Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), segunda legenda do país, vários partidos minoritários e 30 agrupamentos sociais e de esquerda.

"Estão sendo organizados para gerar uma onda de violência assim que for consagrado o triunfo do Partido Colorado", indicou o chefe de Estado, que anunciou que pedirá a intervenção da Procuradoria.

Por sua parte, o comandante das Forças Militares, Bernardino Soto Estigarribia, anunciou que durante a jornada eleitoral serão desdobrados militares nos 232 distritos eleitorais do país para intervir em caso de incidentes.

Segundo as pesquisas de intenções de voto, a Presidência do país será disputada entre Lugo, Ovelar e o general reformado Lino Oviedo, líder de um partido criado por ele fora do Governo. EFE lb/db

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