Drogas, gripe A e crise em pauta na cúpula de líderes da A.do Norte

María Peña. Guadalajara (México), 9 ago (EFE).- A luta antidrogas, a imigração, a crise econômica e a gripe A estarão em pauta na Cúpula de Líderes da América do Norte, que reúne hoje em Guadalajara os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e do México, Felipe Calderón, além do primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper.

EFE |

A cúpula terá duração de dois dias e será a quinta desde 2005, quando o então presidente dos Estados Unidos George W. Bush foi o anfitrião da primeira reunião em Crawford, no estado do Texas.

Da mesma forma que então, o encontro servirá para estabelecer um plano de ação para continuar a cooperação trilateral em assuntos como segurança, energia, meio ambiente e saúde.

A previsão é de que temas globais e regionais, entre eles a crise política em Honduras, sejam debatidos no encontro, e que Obama reitere seu desejo de fortalecer as relações dos EUA na região. O próprio presidente americano declarou na sexta-feira que quer melhorar as relações com seus aliados em vez de "ditar" políticas.

O encontro incluirá duas sessões plenárias entre os três países e chegará ao fim após uma entrevista coletiva conjunta no Centro Cultural Cabañas.

O assessor para assuntos de segurança nacional da Presidência americana, John Brennan, explicou à imprensa que a gripe A "representa um desafio de segurança pública significativo para os EUA".

Os três países buscarão fortalecer as ações conjuntas rumo à próxima temporada da doença na América do Norte e diante da possibilidade de novos casos. Apenas nos EUA, a gripe A matou mais de 300 pessoas.

Segundo as autoridades, a resposta de México, Canadá e EUA a essa pandemia no início de 2009 é fruto do chamado "Plano Americano para a Gripe Aviária e Pandêmica", iniciado na cúpula de 2008.

De fato, a decisão dos EUA de manter suas fronteiras abertas ao comércio bilateral e ao transporte terrestre, assim como manter os voos de e para o México, foi bem recebida pela opinião pública mexicana.

Obama, Calderón e Harper se reunirão no México num momento em que a violência do tráfico de drogas já deixou mais de dez mil mortos no país e ocupa boa parte da agenda bilateral entre mexicanos e americanos.

O Governo de Obama se comprometeu a acelerar a entrega de ajuda destinada ao México para ações antidrogas, em particular equipamentos militares, cujo atraso causou mal-estar entre a classe política mexicana.

A expectativa é de que Obama e Calderón discutam assuntos relacionados com os esforços para uma reforma migratória - boa parte dos imigrantes ilegais nos EUA é mexicana - e as negociações para restabelecer um programa que permitiria a livre circulação de caminhões mexicanos nas estradas americanas.

Na reunião trilateral de segunda-feira, Obama, Calderón e Harper analisarão os avanços na recuperação da economia e as ações para resistir a medidas protecionistas como a cláusula "Buy America", aprovada pelo Legislativo americano dentro de um milionário plano de estímulo econômico.

Nas sessões de amanhã, os três líderes também avaliarão os esforços em relação à mudança climática, à segurança energética e ao desenvolvimento de fontes de energia renovável, com a ideia de "estabelecer as bases para um maior progresso na cúpula (da ONU sobre o clima) de Copenhague" em dezembro, segundo a Casa Branca.

Apesar de não haver expectativas quanto a grandes pronunciamentos, o general reformado e assessor de Segurança Nacional de EUA, James Jones, rejeita as críticas de que este tipo de fórum perdeu utilidade.

"A cúpula é absolutamente oportuna. Durante muitos anos, tivemos um compreensível interesse em outros assuntos, mas nos comprometemos a nos estabilizar em nosso próprio hemisfério", assegurou Jones.

Obama chegou agora à noite Guadalajara, a segunda maior cidade do México, e posteriormente terá reuniões em separado com Calderón e Harper, nessa ordem.

O presidente americano foi recebido no aeroporto de Guadalajara por uma comitiva da embaixada americana, incluindo o principal encarregado da missão, John Feeley.

O porta-voz da Casa Branca Bill Burton disse à imprensa que acompanha Obama que, em termos gerais, "o propósito da cúpula é que o presidente tenha a oportunidade de falar sobre assuntos de interesse mútuo". EFE mp/bba

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