Drenagem da água em Bangcoc levará mais de um mês

País sofre com as piores inundações dos últimos 50 anos, que deixaram 427 mortos desde julho

iG São Paulo |

AFP
Moradores atravessas ruas inundadas de barco em Bangcoc (03/11)

As autoridades tailandesas indicaram que será preciso mais de um mês para levar até o mar os dois milhões de metros cúbicos de água que alagam os distritos ocidentais de Bangcoc, que nesta quinta-feira recebeu a visita da primeira-ministra do país, Yingluck Shinawatra.

Acompanhada por funcionários de alto escalão do governo e do Exército, Yingluck percorreu de lancha os bairros do oeste da capital, onde os moradores tentam salvar seus móveis e utensílios a bordo de qualquer meio que flutue.

Um dos maiores problemas do governo é conter os moradores para que não rompam os diques de contenção em áreas da periferia, sacrificadas para preservar a zona financeira e comercial do centro de Bangcoc.

Por outro lado, os serviços veterinários estão procurando 15 mambas africanas, uma das serpentes mais venenosas do mundo, que escaparam de um edifício inundado na província de Nonthanburi, contígua com Bangcoc.

O veneno dessa serpente causa a morte em 20 minutos e a Tailândia não conta com reservas do antídoto, explicou Nanthika Chansue, presidente da Sociedade Tailandesa de Veterinários.

Patrulhas de resgate também buscam mais de 100 crocodilos que nas últimas semanas escaparam de várias fazendas de criação nos arredores de Bangcoc.

As inundações, consideradas as piores em 50 anos, já deixaram 427 mortos e obrigaram mais de 113 mil moradores a buscar refúgio em abrigos improvisados.

As enchentes afetaram pelo menos 26 províncias do norte e do centro do país e 15 distritos da capital, alagando centenas de milhares de hectares de arrozais.

O desastre, cujo custo econômico ultrapassará US$ 30 bilhões, começou no final de julho com o transbordamento de rios e pântanos no norte e na região central da Tailândia, por causa das fortes chuvas da monção e de três tempestades tropicais seguidas.

Há mais de 2,5 milhões de desabrigados pelas inundações. Além disso, 700 mil receberam atendimento médico por causa de infecções e doenças contraídas por contato ou consumo de água contaminada.

Com EFE

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