Doze presos políticos ganham anistia e são libertados em Mianmar

Bangcoc, 18 set (EFE).- Doze presos políticos foram libertados hoje do presídio de Insein, nos arredores de Yangun, beneficiados pela anistia anunciada pela Junta Militar de Mianmar a 7.

EFE |

114 reclusos.

Fontes da dissidência indicaram que entre os libertados se encontra a jornalista Eint Khaing Oo, de 24 anos, detida dia 10 de junho de 2008 quando cobria uma manifestação pacífica das vítimas do ciclone "Nargis", que matou a 138 mil pessoas no sul de Mianmar em maio desse ano.

Eint, cujo trabalho jornalístico sobre a catástrofe natural e a "Revolução açafrão" lhe valeu o prêmio Kenji Nagai este ano, foi condenada a 24 meses de prisão por haver cometido um delito contra a ordem pública.

A direção da penitenciária de Insein aproveitou o ato de libertação para afirmar que em Mianmar não existem presos políticos.

No entanto, a Associação de Assistência aos Presos Políticos (AAPP) de Mianmar denunciava há quatro dias a presença de 2.211 nas prisões birmanesas, entre eles 141 mulheres e 237 monges budistas.

Segundo os dados de AAPP, "desde os protestos (contra o governo) em agosto de 2007 que terminaram na 'Revolução açafrão' em setembro, um total de 1.122 ativistas foram detidos e seguem detidos".

As autoridades birmanesas concedem anistias com certa regularidade, a anterior foi em fevereiro e beneficiou a 6.313 reclusos, embora só inclua um punhado de presos políticos.

A libertação acontece no mesmo dia que os advogados da líder do movimento democrático e prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, defendem um recurso apresentado contra a pena de 18 meses de prisão domiciliar imposta em agosto à ativista birmanesa.

Mianmar, sob uma ditadura militar desde 1962, realizará eleições legislativas no ano que vem. EFE grc/fk

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