Dose de propofol aplicada em Jackson é a mesma usada em cirurgia

Los Angeles (EUA.), 8 fev (EFE).

EFE |

- A dose de anestésico propofol que causou a morte a Michael Jackson foi a equivalente a utilizada em uma "cirurgia delicada", segundo o relatório completo do legista da autópsia do 'rei do pop' divulgado hoje.

Há meses as autoridades anunciaram que o cantor havia morrido em consequência de uma "intoxicação aguda" de remédios, apesar de ter sido confirmado nesta segunda-feira que a causa da morte foi uma excessiva quantidade de propofol em seu corpo.

O médico de Jackson, Conrad Murray, acusado hoje de homicídio involuntário pela morte do artista, admitiu nos interrogatórios policiais que forneceu propofol a Jackson junto com outros fármacos no dia morte para combater a insônia.

Conforme a autópsia, a dose foi excessiva e administrada sem o cumprimento dos requisitos médicos necessários para o emprego desse tipo de substância utilizada em hospitais.

"As recomendações de atenção para a aplicação de propofol não foram cumpridas", afirmou o documento legista.

"As equipes responsáveis por observar os sinais vitais do paciente, fornecer com precisão as doses e realizar reanimações não estavam presentes", indicou.

Na casa de Jackson foi encontrado um tanque de oxigênio vazio e o equipamento estava desligado.

Os legistas assinalaram que os sedativos fornecidos por Murray além do propofol poderiam ter contribuído para aumentar o efeito do anestésico. EFE fmx/dm

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