Dono de restaurante na Itália diz ter sido espancado por freiras

Um padre e duas freiras, que juntas somam mais de 160 anos de idade, são acusadas de agredir violentamente o dono de um restaurante em Rutino, na região da Campânia, no sul da Itália. Aniello Esposito, de 49 anos, afirma ter apanhado e sido chutado pelos três quando tentava regularizar o contrato de aluguel do restaurante que mantinha no interior de um local de propriedade da ordem das Discípulas de Santa Teresa do Menino Jesus.

BBC Brasil |

De acordo com ele, ao chegar ao local, encontrou as irmãs e o padre, reitor do Santuário de Novi Velia, quebrando pratos e jogando mesas e cadeiras para fora do restaurante.

"Tentei acalmar os ânimos", afirma Esposito. "Mas o sacerdote bateu em mim com uma cadeira, jogando-me no chão. Em seguida, as freiras começaram a me chutar e a dizer palavras impronunciáveis".

Esposito foi levado ao hospital em uma ambulância depois do incidente. De acordo com informações do hospital, ele sofreu várias contusões abdominais e no pescoço.

Ocupação irregular
A versão das freiras, no entanto, é muito diferente. Segundo afirma o advogado das religiosas da ordem de Santa Teresa do Menino Jesus, o local estava sendo utilizado iregulamente por Esposito.

"Assim que ocorreu o incidente, as irmãs foram à polícia registrar queixa", assinalou o advogado das religiosas Gaetano Di Vietri, negando que suas clientes tenham agredido Esposito.

"Com relação à possível agressão, a única coisa que posso dizer é que as duas irmãs somam juntas mais de 160 anos de idade. Não sei como esse homem acabou se machucando, mas as duas não teriam condições de machucá-lo. Sobre o resto, a Justiça vai esclarecer o que realmente aconteceu."
De acordo com a madre superiora do convento das Discípulas de Santa Teresa do Menino Jesus, onde vivem as duas freiras, ambas com 83 anos, elas tinham começado a remover os móveis do restaurante porque o espaço, de propriedade da ordem religiosa, estava sendo ocupado ilegalmente por Esposito.

O homem, no entanto, disse que tinha alugado o local em boa fé, e que estava fornecendo notas fiscais, contrariando as freiras, que queriam tudo em dinheiro sem a devida comprovação fiscal.

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