Dois tibetanos são condenados à morte pelos conflitos em Lhasa

PEQUIM (Reuters) - Dois tibetanos foram condenados à morte por seus papéis nos conflitos em 2008 na capital regional tibetana de Lhasa, disse a agência de notícias estatal chinesa Xinhua nesta quarta-feira. Eles foram considerados culpados por iniciar um tiroteio durante o conflito, disse um porta-voz do tribunal, segundo a notícia. Dois outros tiveram suas sentenças de morte suspensas, e um terceiro foi condenado à prisão perpétua.

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Os protestos dos monges budistas contra os chineses aconteceram no dia 14 de março do ano passado, causando a morte de 19 pessoas e espalhando ondas de manifestações nas regiões tibetanas.

Um ano depois, tropas e a polícia ao redor das regiões tibetanas parecem ter impedido uma rebelião em grande escala.

Alguns protestos isolados nas últimas semanas sugerem que o descontentamento continua. Num dos atos, um monge ateou fogo ao próprio corpo no monastério Kirti, na província de Sichuan, e uma bomba foi jogada em um escritório do governo, sem vítimas.

No mês passado, o líder espiritual tibetano no exílio, Dalai Lama, lamentou que o Tibete, do qual ele escapou há 50 anos após uma fracassada revolução contra o domínio chinesas, tenha se tornado um "inferno na terra" graças ao repressivo regime de Pequim.

(Reportagem de Ben Blanchard)

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