Dois suspeitos de espionagem admitem ser russos, dizem EUA

"Michael Zottoli" afirmava ser cidadão americano e "Patricia Mills" usava documentos falsos do Canadá

iG São Paulo |

Dois acusados de integrar uma rede de espionagem a favor da Rússia nos Estados Unidos, "Michael Zottoli" e "Patricia Mills", admitiram ser cidadãos russos, segundo documentos revelados nesta sexta-feira pela Promotoria de Virgínia.

© AP
Representação gráfica mostra "Michael Zottoli" e "Patricia Mills" em tribunal de Virginia nesta sexta-feira
De acordo com informações do governo dos EUA, "Zottoli" admitiu que seu verdadeiro nome era Mikhail Kutzik, enquanto "Mills" confessou que seu nome real era Natalia Pereverzeva. Os dois são casados e tem dois filhos.

Antes de ser preso, o casal vivia em Arlington, na Virgínia, a poucos quilômetros de Washington, capital dos EUA. Os documentos da Promotoria apontam que "Zottoli" se passava por um cidadão americano nascido em Yonkers, no Estado de Nova York e "Patricia Mills" afirmava ser canadense.

Eles viveram juntos em vários locais, incluindo Seattle, e fixaram residência em Arlington, na Virgínia, em outubro do último ano, segundo a denúncia apresentada pela Promotoria.

Na Virgínia, a polícia aprendeu passaportes falos e cerca de US$ 100 mil em dinheiro. Os itens eram guardados em cofres, juntamente com outros documentos falsos, na residência do casal.

Kutzik e Natália compareceram nesta sexta-feira a um tribunal de virgínia, assim como um terceiro suspeito identificado como Mikhail Semenko. Os três acusados de espionagem serão mantidos na prisão segundo decisão da juíza Theresa Buchanan. Eles comparecerão novamente diante da corte em 7 de julho para uma audiência preliminar no caso dos 10 detidos pelas autoridades americanas por suspeita de espionar para a Rússia.

Suspeito de NY também admite ser russo

O acusado de participar da rede de espionagem russa Juan Lázaro reconheceu, perante a Promotoria de Nova York, que trabalhou para os serviços de espionagem russos e disse que não é uruguaio, como tinha sido apontado inicialmente.

Detido junto à mulher, Vicky Peláez, ele explicou que seu nome real não é Juan Lázaro e que os serviços de espionagem russos pagavam por sua casa. As informações constam nos documentos apresentados na última quinta-feira pela Promotoria de Nova York.

Os textos dizem que, após sua detenção, em 27 de junho, o acusado deu uma ampla declaração na qual admitiu, entre outras coisas, que "não nasceu no Uruguai". "Embora tenha dito que amava o filho, nem sequer por ele violaria sua lealdade ao serviço. Lázaro se negou a dar seu verdadeiro nome", continuam os documentos.

Vicky Peláez e Juan Lázaro comparecem na quinta-fera, da mesma forma que outros acusados, perante o tribunal federal de Nova York para ouvir as acusações. Juan Lázaro foi mantido na prisão, mas sua mulher, a jornalista Vicky Peláez, foi solta sob fiança de US$ 250 mil.

* Com AP, EFE e AFP

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