Dois sobreviventes foram resgatados nesta segunda-feira de escombros na Província de Qingha, no noroeste da China, devastada por um terremoto cinco dias atrás.

Wujin Cuomao, de 68 anos, e Cairen Baji, de 4, foram encontrados sob uma casa perto da cidade de Jiegu - no condado de Yushu -, onde o impacto do terremoto foi maior, segundo a imprensa estatal chinesa.

AP
Cairen Baji, de 4, é resgatada de escombros de terremoto na China

Cairen Baji, de 4 anos, ri após ser resgatada de escombros

O número oficial de mortos no terremoto subiu para 2.039 . Ao todo, 12.135 pessoas ficaram feridas, e outras 216 estão desaparecidas.

Os dois sobreviventes estavam sendo mantidos vivos com água e alimentos passados por entre vãos nos escombros. Eles ficaram presos embaixo de uma cama, mas as autoridades locais não revelaram se os dois são parentes.

Imagens transmitidas pela emissora de televisão chinesa CCTV mostraram imagens dos dois sendo levados para receber tratamento médico.

Maioria tibetana

Milhares de pessoas perderam suas casas no terremoto, que alcançou magnitude de 6,9.

Segundo as autoridades, a população que vive na região afetada já tem agora abrigo, comida e água - após dificuldades iniciais no envio de suprimentos para a região, situada 4 mil metros acima do nível do mar.

Miao Chonggang, vice-diretor da entidade chinesa que administra operações em caso de terremotos, disse à agência de notícias oficial chinesa Xinhua que há mais de 15 mil homens trabalhando no local - incluindo 11 mil soldados, 2,8 mil bombeiros e 1,5 mil especialistas em resgates.

O condado de Yushu é de maioria tibetana - 97% da população pertence à etnia - e centenas de tradutores foram enviados à região.

Milhares de monges budistas de outras províncias se dirigiram ao local para auxiliar nas operações de emergência, participando de escavações, distribuindo alimentos e recolhendo corpos.

O presidente da China, Hu Jintao, visitou Qinghai no domingo e prometeu que a região será reconstruída.

No sábado, o dalai lama pediu permissão às autoridades chinesas para visitar a área do terremoto. O líder espiritual tibetano, atualmente no exílio, nasceu em Qinghai, mas não pisa na China desde a fracassada revolta tibetana, há mais de 50 anos.

Correspondentes dizem que é pouco provável que o governo chinês - que considera o dalai lama um perigoso separatista - aceite seu pedido.

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