Dois políticos e quatro militares serão os primeiros libertados pelas Farc

Quatro militares e dois políticos colombianos serão os primeiros reféns que a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia entregarão a partir de domingo a uma comissão humanitária encabeçada pela senadora Piedad Córdoba e delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), informou uma fonte da comissão nesta sexta-feira.

AFP |

Na noite de quinta, a senadora colombiana designada pelo grupo guerrilheiro para receber os sequestrados havia anunciado que o políticos Alan Jara e Sigifredo López seriam os primeiros libertados de um grupo de seis reféns.

Segundo um porta-voz do "Colombianos pela Paz" - grupo de personalidades ao qual as Farc prometeram libertar seis reféns -, depois da libertação dos militares no domingo, a comissão deverá receber, entre segunda e quarta-feira, os outros dois reféns.

Córdoba confirmou a notícia posterior aos jornalistas, afirmando que no domingo serão libertados os militares, na segunda o ex-governador Alan Jara e, na quarta, Sigifredo López.

A senadora também informou o itinerário da operação que começa com a ida de sua delegação até a localidade brasileira de São Gabriel da Cachoeira, na fronteira amazônica com a Colômbia e a Venezuela, de onde partirão os dois helicópteros do exército brasileiro que participarão no plano combinado.

No sábado, a comissão deixará São Gabriel da Cachoeira com direção ao município colombiano de San José del Guaviare (sudeste), onde seus integrantes, incluindo delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), passarão a noite.

Depois irão para Villavicencio e de lá para o local combinado para pegar os primeiros reféns, viajando posteriormente para Cali (sudoeste), onde aguardarão maiores detalhes.

Alan Jara esteve a ponto de morrer há quatro dias, durante combates entre o grupo insurgente e o Exército, revelou Córdoba.

"Há quatro dias nos disseram que quase mataram Alan Jara. Então o melhor é apressar a entrega para que não ocorra nenhum risco a essas pessoas que estão sequestradas", disse à imprensa a senadora de oposição, encarregada de receber as seis pessoas que as FARC vão libertar.

Córdoba não precisou as circunstâncias do ocorrido, mas deu a entender que foi em um combate entre o Exército e guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

O Brasil coordena a parte logística para a libertação dos reféns, anunciada de forma unilateral pelas Farc em dezembro passado.

O governo brasileiro informou na sexta-feira passada que fornecerá os meios necessários requeridos pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha para receber os reféns em algum lugar da Colômbia.

Os seis reféns fazem parte de um grupo de 28 que ainda resta em poder desta guerrilha e os quais as Farc pretendem trocar por 500 de seus militantes presos, incluindo três nos Estados Unidos.

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