Dois policiais morrem nos distúrbios na Jamaica

Operação para prender traficante provoca onda de violência na capital do país e governo decreta estado de emergência

iG São Paulo |

Dois policiais morreram no último domingo depois dos confrontos entre a polícia e bandos armados na capital da Jamaica, o que fez o governo decretar o estado de emergência . Ao menos outros seis policiais ficaram feridos nos confrontos.

A Jamaica decretou no domingo o estado de emergência na região de Kingston diante da violência deflagrada pelas gangues da capital, que tentavam impedir a prisão de um líder criminoso. As gangues atacaram três delegacias na cidade, segundo as autoridades. Uma delegacia foi incendiada após ser abandonada pelos policiais, que ficaram sem munição para defender o local.

O primeiro-ministro jamaicano, Bruce Golding, reuniu o gabinete e decidiu decretar o estado de emergência para Kingston e St.Andrews, por um período de um mês.

As gangues de Kingston se revoltaram contra a operação da polícia para prender Christopher "Dudus" Coke, alvo de um pedido de extradição dos Estados Unidos.

"Dudus", 42 anos, lidera a maior gangue de narcotráfico da Jamaica, a Shower Posse, que tem ramificações nos Estados Unidos e fornece maconha, cocaína e crack.

Os incidentes começaram durante a semana, quando o governo aprovou a extradição de Christopher "Dudus" Coke, que além de chefe do narcotráfico é lider comunitário do subúrbio de Tivoli Gardens, uma das zonas mais perigosas da Jamaica.

Diante da notícia de que policiais fariam uma operação em Tivoli Gardens a procura de "Dudus", as gangues deflagraram uma série de ataques contra a polícia.

Em Washington, o departamento de Estado pediu aos cidadãos americanos que evitem viajar à Jamaica devido aos distúrbios na capital.

Procurado

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirma que Coke é um dos mais perigosos chefes do tráfico de drogas do mundo. A gangue Shower Posse também foi responsabilizada por vários assassinatos na Jamaica e nos Estados Unidos.

O primeiro-ministro jamaicano afirmou no começo da semana que está preparado para enviar Coke para os Estados Unidos sob acusação de tráfico de drogas e armas. A decisão do primeiro-ministro reverteu nove meses de oposição à extradição de Coke.

Golding afirmava que as provas contra "Dudus" tinham sido obtidas ilegalmente, por interceptação de suas conversas pelo telefone celular. Mas o primeiro-ministro mudou de ideia frente à crescente desaprovação do público, e também a questionamentos sobre seu possível envolvimento com "Dudus". Golding pediu desculpas ao país e admitiu que não tinha cuidado muito bem do caso.

* Com EFE e BBC Brasil

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