Dois militantes morrem em confronto com soldados israelenses

Enfrentamento acontece um dia depois de a Força Aérea israelense bombardear a Faixa de Gaza, deixando dois feridos

iG São Paulo |

Dois militantes palestinos da Jihad Islâmica morreram neste domingo na Faixa de Gaza por disparos de soldados israelenses o leste da cidade de Khan Yunes, onde começaram um tiroteio com os militares, informaram fontes médicas e testemunhas.

Adham Abu Selmeya, porta-voz dos serviços de emergência no território palestino, disse que depois do confronto ambulâncias acharam os corpos de dois militantes na aldeia de Khauza.

Uma porta-voz do Exército de Israel indicou que "os soldados abriram fogo contra membros de uma célula terrorista, que tentavam instalar uma carga explosiva nas imediações da barreira de segurança" que separa a Faixa de Gaza do território israelense. "O incidente ocorreu no sul da Faixa de Gaza, (e) vários helicópteros apoiaram os disparos dos soldados", disse.

Um comunicado do braço armado da organização islamita informa que um grupo de militantes de seu braço armado, os Batalhões Saraya Al Quds, participou de um enfrentamento com soldados israelenses na zona fronteiriça ao leste de Khan Yunes causando "dolorosas perdas ao inimigo".

Segundo testemunhas na região, foram ouvidos intensos tiroteios, e o Exército israelense disparou projéteis de artilharia. O incidente, que volta a evidenciar uma escalada da violência na região há oito dias, foi confirmado por fontes militares israelenses, que não informaram de nenhuma baixa em suas fileiras.

A tensão tem aumentado nos últimos dias na região de Gaza, onde alguns grupos armados palestinos disparam vários foguetes e obuses contra o sul Israel.

Em represália, o exército israelense já executou vários ataques aéreos. O último, na manhã de sábado, deixou pelo menos dois feridos.

Um dos bombardeios provocou um apagão elétrico na Cidade de Gaza. Outro atingiu um veículo perto de um campo utilizado pela ala militar do Hamas, ferindo dois militantes do grupo radical islâmico, que controla a Faixa de Gaza.

Os outros ataques, dirigidos contra túneis usados para o transporte de contrabando do Egito, não deixaram vítimas.

Na sexta-feira, morteiros e foguetes disparados por palestinos de Gaza caíram no território israelense, sem deixar vítimas, de acordo com o Exército, que contabiliza o lançamento de 23 projéteis de morteiro e quatro foguetes contra Israel desde o domingo passado. Um deles caiu perto do jardim de infância de um kibutz no sul de Israel, ferindo um adolescente.

Dominando os 400 km² da Faixa de Gaza, onde vivem cerca de 1,5 milhão de palestinos, o Hamas assumiu o controle do território depois de expulsar o Fatah, Frente de Libertação Palestina. O grupo é sunita, da mesma forma que o partido laico Fatah, da Autoridade Palestina.

Mas apesar de os dois lutarem pela criação de um Estado palestino independente, o Fatah reconhece a existência de Israel, enquanto o Hamas não.

Israel versus Hezbollah

De acordo com analistas israelenses, incluindo militares, o Hamas não pretende iniciar um novo confronto maior, mas "apenas lembrar a Israel que ainda é uma ameaça", afirmou uma TV israelense.

Isso porque ultimamente as atenções de Israel se concentram na fronteira norte, por causa do grupo islâmico libanês Hezbollah, a maior força militar do Líbano, pais que vive sérias tensões internas que podem escalar para um conflito.

*Com EFE, AFP e colaboração de Nahum Sirotsky, de Israel

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