Dois meses após escândalo do leite, EUA fiscalizarão produtos chineses

Pequim, 18 nov (EFE).- Dois meses após o escândalo do leite adulterado que matou quatro bebês chineses, a Agência de Alimentos e Remédios americana (FDA) abrirá amanhã na China seus três primeiros escritórios no exterior para avaliar a segurança de suas exportações aos Estados Unidos, informou hoje a emissora de televisão CFTV.

EFE |

A notícia é publicada dia seguinte à reunião trilateral, na China, de representantes chineses, dos EUA e da UE sobre segurança em produtos da qual participaram a comissária européia de Consumo, Meglena Kuneva; a presidente da Comissão de Segurança de Produtos para o Consumidor dos EUA, Nancy Nord; e o vice-ministro chinês da Administração Geral de Supervisão de Qualidade, Wei Chuanzhong.

As três partes, segundo a agência oficial "Xinhua", assinaram uma declaração na qual fixam as prioridades no acompanhamento dos produtos do princípio ao fim, cooperação em padrões, troca de experiências e ações conjuntas.

A UE e China também assinaram ontem um acordo para colaborar melhor em segurança de produtos por intercâmbio de informação sobre alimentos contaminados.

Os escritórios da FDA aumentarão a eficácia em proteger aos consumidores americanos e chineses, afirmou o secretário do escritório de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (HHS), Mike Leavitt, que inaugurará o primeiro escritório da FDA amanhã em Pequim, à qual seguirão as de Cantão e de Xangai.

Leavitt disse em comunicado que "a presença permanente da FDA na China melhorará a velocidade e a eficácia da cooperação reguladora e os esforços para proteger aos consumidores de ambos os países".

Treze funcionários trabalharão nos escritórios chineses da FDA, que, segundo a "CFTV", planeja abrir outros na Índia e América Central.

Em setembro, quatro bebês morreram e outros 50 mil ficaram doentes na China após beberem leite adulterado com a substância melamina. EFE pc/jp

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