Dois jovens neonazistas foram indiciados na quarta-feira em Tennessee (sul) por terem proferido ameaças de morte contra Barack Obama, antes de ele ser eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, informaram fontes judiciais.

Segundo uma cópia do processo-verbal, com cópia obtida pela AFP no momento da detenção dos dois jovens, no final de outubro, eles pretendiam matar 102 negros, para tentar "assassinar, no final, o candidato à presidência Barack Obama".

Daniel Cowart, 20 anos, e Paul Schlesselman, 18 anos, originários respectivamente do Tennessee e do Arkansas (sul), que foram detidos em Alamo (Tennessee), foram indiciados por um júri federal, segundo um comunicado do departamento americano de Justiça.

Ele vão responder por sete acusações, entre elas "ameaças contra um candidato à presidência, posse ilegal de arma de fogo e "complô para roubo de arma", segundo o comunicado.

"O indiciamento inclui várias violações das leis federais sobre as armas e as ameaças contra um candidato à presidência", destacou em um documento Lawrence J. Laurenzi, procurador do distrito oeste do Tennessee. "A instrução está em andamento", acrescentou.

De acordo com o ato de acusação, os dois jovens homens conspiraram, utilizando a internet durante um mês, para conseguir armas de fogo de um depósito no condado de Madison, em Tennessee, na intenção de desenvolver "um projeto de assalto e matança posterior".

Segundo este ato, "os dois acusados proferiram diversas vezes ameaças de morte contra Barack Obama".

Os dois acusados podem pegar pena de cinco anos de prisão por estas ameaças de morte. Para os outros chefes da acusação, eles podem pegar entre 5 e 10 anos de prisão por cada uma das acusações.

Já ameaçado, Barack Obama se beneficiou durante toda a campanha eleitoral da proteção dos agentes secretos do Serviço Secreto (USSS), a agência federal encarregada da segurança do presidente dos EUA e de altas personalidades.

Os dois suspeitos queriam invadir um depósito de armas, depois matar a tiros 88 negros e decapitar mais 14, visando principalmente uma escola de maioria afro-americana, indicou o agente Brian Weaks, do Escritório federal americano do álcool, do tabaco e das armas de fogo (ATF), que realizou a investigação e cujos propósitos constam no processo verbal.

"Eles também disseram que seu ato de violência final seria tentar matar o então candidato Barack Obama", disse o agente.

Segundo o processo, "os acusados garantiram que estavam dispostos a morrer durante esta tentativa de assassinato", jogando o carro contra Barack Obama e atirando contra ele da janela do carro.

O país não esqueceu os assassinados dos irmãos John e Robert Kennedy e de Martin Luther King. Barack Obama foi eleito terça-feira o primeiro presidente negro dos EUA, comovendo todo o país, em particular a comunidade negra.

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