Dois funcionários estrangeiros da ONU são sequestrados por insurgentes na Somália

Um sueco e um dinamarquês que trabalham para o Serviço de Luta Antiminas das Nações Unidas e um funcionário humanitário local foram seqüestrados neste sábado por insurgentes islâmicos, que rapidamente ocuparam a cidade de Hodur, ao norte de Mogadíscio , de acordo com fontes locais.

AFP |

Habitantes da área e funcionários humanitários disseram à AFP que os rebeldes atacaram Hodur às 04h30 locais (22h30 de sexta-feira em Brasília). Depois, durante a manhã de sábado, se retiraram.

"Os dois funcionários do Serviço de Luta Antiminas das Nações Unidas foram levados do posto da International Medical Corps (IMC). Não sabemos onde estão. Levaram eles após os islamitas tomarem controle da cidade", declarou à AFP um responsável da ONU na região, que pediu para não ser identificado.

Um porta-voz do organismo estatal sueco de prevenção de riscos, Aake Svensson, disse que "de acordo com as nossas fontes no local, trata-se de um dinamarquês e de um sueco que trabalham para nossa agência na formação de uma missão de retirada de minas coordenada pelas Nações Unidas".

"Os islamitas feriram o comissário do distrito durante um tiroteio. Mataram um dos seus guarda-costas. Tomaram o controle da cidade e invadiram o IMC, seqüestrando dois trabalhadores humanitários estrangeiros", indicou à AFP um vizinho do local, Hassan Mohamed.

Outro habitante do local, Abdulahi Mohamed Yare, explicou que "o ataque foi concentrado em dois locais da cidade: a casa do governador local e do comissário. (Os insurgentes) já deixaram a cidade, mas dois funcionários humanitários, dois estrangeiros e um somaliano, foram seqüestrados".

Com esse caso, aumenta para nove o número de funcionários humanitários raptados na Somália atualmente: dois italianos, um britânico, um queniano e três somalianos.

Cerca de 2,5 milhões de somalianos - 35% da população deste país do Chifre da África devastado por 17 anos de guerra civil - são dependentes da ajuda humanitária, ainda mais importante após o início, em 2007, de um conflito entre rebeldes islâmicos e as forças governamentais apoiadas pela vizinha Etiópia.

No início de abril, a organização 'Médicos Sem Fronteiras' (MSF) cessou as suas atividades em Kismayo após o assassinato, em janeiro, de três dos seus membros nessa cidade.

nur/fb

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