Dois brasileiros que sobreviveram ao terremoto chegam a Brasília

Os irmãos brasileiros Paulo Victor Nicolini, 22 anos, e João Carlos Nicolini, 23 anos, que estavam no Haiti quando o país foi sacudido por um terremoto na noite da última terça-feira, desembarcaram às 8h30 deste sábado na Base Aérea de Brasília. Não sei como estamos vivos. Demos sorte, disse Paulo Victor.

Rodrigo Haidar, iG Brasília |

AE
João Carlos (dir) e Paulo Victor (esq) são recebidos em brasília pela madrasta Cátia Morais

João (dir) e Paulo (esq) são recebidos pela madrasta, Cátia Morais

Os brasileiros são filhos de Eliane Nicolini, funcionária da Organização das Nações Unidas (ONU) e estavam hospedados no Hotel Montana , onde poucas pessoas sobreviveram. João Carlos teve uma luxação no braço, enquanto Paulo Victor não sofreu ferimentos.

Os sobreviventes chegaram ao Brasil na noite desta sexta-feira, no Rio de Janeiro, em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), e passaram a noite hospedados na Base Aérea do Galeão. Eles passaram por uma bateria de exames médicos no Hospital da Força Aérea.

Na manhã deste sábado, embarcaram para Brasília. Na Base Aérea da capital, foram recebidos pelos irmãos, pela avó e pela madrasta. Agora, dizem, querem apenas descansar. Os dois estavam no Haiti visitando a mãe e informaram que Eliane continua no país, onde trabalha no atendimento às vítimas da catástrofe.

Porta salvou a vida dos jovens

Ao chegar a Brasília, Paulo Victor afirmou que 80% dos hóspedes do hotel devem ter morrido quando o prédio desabou. Ele disse que, ao ouvirem o barulho, correram para debaixo da porta do quarto do hotel, seguindo as recomendações de segurança em caso de terremoto. Foi isso, afirmou Paulo Victor, que salvou os dois. "Não sei como estamos vivos. Demos sorte", disse.

Depois do terremoto, os irmãos permaneceram próximos ao hotel, que foi construído sobre uma montanha na cidade de Porto Príncipe, por aproximadamente 24 horas à espera de resgate. Como a ajuda não chegou, os dois desceram a pé na manhã do dia seguinte. A mãe dos dois estava no prédio da ONU na hora do terremoto e não sabia do paradeiro dos filhos.

Na tentativa de encontrá-los, ela deixou o prédio da ONU e foi andando até o hotel em que estavam hospedados, uma distância de aproximadamente 25 quilômetros. Ao encontrar o hotel destruído, imaginou que os filhos tinham morrido. Horas depois, ela os encontrou junto a um grupo de franceses. "Ela chorou muito", restringiu-se a dizer João Carlos. Os dois irmãos haviam viajado para o Haiti no dia anterior ao terremoto.

Com Agência Estado

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