Dois atentados matam 16 no Paquistão

(Atualiza número de vítimas) Islamabad, 26 set (EFE).- Pelo menos 16 pessoas morreram e mais de 150 ficaram feridas em dois atentados cometidos hoje no noroeste do Paquistão, onde o Exército realiza várias operações contra a insurgência talibã.

EFE |

Dez pessoas morreram e 94 ficaram feridas devido à explosão de um carro-bomba na cidade de Peshawar, disse à imprensa o ministro da Informação da Província da Fronteira Noroeste, Mian Iftikhar, que não descartou que seja uma ação suicida.

O atentado ocorreu em frente a um banco de propriedade militar situado no bairro de Saddar, uma movimentada zona comercial da capital da província e que já foi alvo de ataques terroristas em outras ocasiões.

De acordo com o ministro, a detonação da bomba, com cerca de 100 quilos de carga explosiva, causou danos em 50 estabelecimentos comerciais e destruiu 30 carros.

Os feridos foram levados a hospitais próximos. As forças de segurança isolaram a zona e detiveram dois suspeitos.

A explosão aconteceu poucas horas após um atentado suicida, reivindicado pela insurgência talibã, contra uma delegacia na demarcação noroeste de Bannu.

Segundo uma fonte policial citada pelo canal privado "Geo TV", seis pessoas morreram no ataque, a maioria agentes, e 65 ficaram feridas, entre elas 30 policiais e 35 civis, incluindo muitas crianças.

O suicida lançou seu veículo, carregado com 320 quilos de explosivos, contra uma delegacia na área de Mandan, situada em Bannu, distrito na fronteira com as regiões tribais do Waziristão do Norte e do Sul, os principais redutos talibãs no Paquistão e refúgio de membros da rede terrorista Al Qaeda.

Tanto o presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, quanto o primeiro-ministro, Yousuf Raza Gillani, condenaram os ataques e ordenaram que seja aberta uma investigação para esclarecer o ocorrido, segundo comunicados oficiais.

Os ataques coincidem com a visita aos EUA de uma delegação paquistanesa liderada por Zardari, que aproveitou a sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas para manter uma série de encontros com as autoridades americanas e com a plataforma Amigos do Paquistão, um fórum de apoio político e econômico ao país. EFE igb/an

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