Gaza, 16 abr (EFE).- Dezenas de doentes palestinos de diversas gravidades que precisam de atendimento médico urgente fizeram uma manifestação hoje junto ao terminal fronteiriço de Rafah, no sul da Faixa de Gaza e vizinho ao Egito, para protestar contra o bloqueio ao território.

Acompanhados por dezenas de ambulâncias, os doentes pediram que as autoridades egípcias reabram a fronteira, que permaneceu fechada durante mais de dois meses.

Os manifestantes estavam com bandeiras e cartazes com as frases: "Pedimos ao Egito que salve nossas vidas", "Chamamos a todas as partes a tirar Rafah das disputas políticas" ou "Por favor, ajude-nos a receber um tratamento médico adequado".

A atividade no terminal de Rafah foi interrompida logo depois de o movimento islâmico Hamas assumir o controle da Faixa de Gaza, após confrontos com as forças leais ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e que controlavam o terminal, em junho de 2007.

Após a tomada de poder, os observadores europeus, que deviam supervisionar as atividades no terminal, saíram do cruzamento.

O terminal de Rafah operava em virtude de um acordo que data de 2005, pelo qual forças da ANP controlavam a passagem de pessoas nos dois sentidos com uma missão de observação da União Europeia (UE), operações que eram acompanhadas por circuito de televisão pelo Exército israelense desde o vizinho posto de Kerem Shalom.

Tanto Israel quanto o Egito e a UE se negam a cooperar com o Governo do Hamas para reabrir o terminal.

No entanto, o Egito abriu sua fronteira com Gaza em várias ocasiões, durante dois ou três dias, por razões humanitárias e para permitir que os pacientes mais necessitados fossem ao exterior a fim de receber assistência médica, ou que estudantes se deslocassem a universidades em países árabes vizinhos. EFE sar-db/an

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