Doente terminal de Aids, executivo russo protesta contra valor de fiança

Moscou, 17 dez (EFE).- O ex-vice-presidente da liquidada petrolífera Yukos, Vasyl Alexanian, doente terminal de Aids, câncer e tuberculose, que está em prisão preventiva acusado de roubo de ações e fundos, chamou hoje de desmedida a fiança de US$ 1,8 milhão que deve pagar para sair em liberdade, segundo seu advogado.

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Na nota do advogado, citada pela agência "Interfax", Alexanian afirma que "o montante inconcebível da fiança estabelecida pelos tribunais é um descumprimento cínico da lei e do bom senso".

"É especialmente evidente, levando em conta meu estado de saúde que indubitavelmente dificulta ainda mais o cumprimento das exigências do tribunal de reunir semelhante soma", assinala o executivo.

Ele acrescentou que em três dos quatro episódios da acusação contra si nunca se abriu uma causa e especificou que os prazos para fazê-lo já prescreveram.

O Tribunal Municipal de Moscou resolveu, no dia 8 deste mês, dar liberdade condicional a Alexanian, atualmente sob custódia em um hospital, em troca de uma fiança de 50 milhões de rublos, que equivalem a cerca de US$ 1,8 milhão.

Em fevereiro, o ex-diretor da Yukos havia sido levado para um hospital especializado, depois de as autoridades penitenciárias se negarem a transferi-lo durante meses.

A transferência só aconteceu depois que Mikhail Khodorkovski, fundador da Yukos, iniciou, no final de janeiro, uma greve de fome no centro de detenção preventiva onde cumpre pena, na cidade siberiana de Chita, com o objetivo de chamar a atenção.

Os ex-diretores acusam o Kremlin de persegui-los por motivos. EFE egw/jp

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