Doença de advogado adia julgamento de canadense em Guantánamo

Canadense Omar Khadr, mais jovem preso do centro de detenção, nega acusações de assassinato, conspiração e apoio ao terrorismo

AFP |

O julgamento do canadense Omar Khadr , processado por terrorismo, na base militar americana de Guantánamo, em Cuba, foi adiado pelo menos por 30 dias porque seu advogado de defesa precisou voltar aos EUA por razões de saúde.

Depois de várias horas de interrogatórios durante a audiência de quinta-feira, na qual Khadr foi apresentado alternadamente como uma inocente criança-soldado ou um comprometido radical islâmico, o advogado de defesa perante a corte militar, o tenente-coronel Jon Jackson, pediu uma quarta pausa de cinco minutos.

Em seguida, caiu de joelhos e desmaiou. Uma ambulância o levou para um hospital e depois um suboficial informou que Jackson foi operado da vesícula há seis semanas e o incidente estaria relacionado com a cirurgia.

Khadr, de 23 anos e capturado quando tinha 15 anos pelos EUA no Afeganistão, é o último ocidental que permanece detido na base militar americana . Ele está sendo julgado, entre outras acusações, por matar um militar americano durante um combate em 2002.

O canadense também é acusado de ter sido treinado pela rede terrorista Al-Qaeda e de ter se unido à organização de Osama Bin Laden. Filho de um alto dirigente da Al-Qaeda morto em 2003, Omar Khadr passou sua infância entre o Canadá, Paquistão e Afeganistão.

Khadr rejeitou uma oferta de Washington de 30 anos de prisão, incluindo 25 no Canadá, em troca de se declarar culpado. Trata-se do primeiro processo de um acusado que se declarou inocente perante um tribunal militar sob a administração Obama.

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