Documento que fixa meta de detenção de imigrantes gera polêmica na Espanha

Madri, 16 fev (EFE).- Uma nota interna de uma delegacia de Polícia de Madri, que estabelece como meta uma quota mínima de detenções de imigrantes ilegais, causou polêmica na Espanha e gerou um novo confronto entre o Governo e a oposição.

EFE |

O documento interno dá ênfase especial aos imigrantes marroquinos, e traz anotações feitas por um dos presentes a uma reunião policial de controle realizada em novembro, segundo fontes dos sindicatos policiais.

No primeiro ponto desse documento aparecem as "metas que o chefe superior" delimita a essa Delegacia, como iniciar 35 expedientes de estrangeiros.

No entanto, faz referência a "objetivos" para outros distritos: "Estrangeiros: com base na população de cada distrito é preciso atingir um número de detidos. Villa Vallecas, objetivo =35. Se não houver, deve-se buscá-los fora do distrito", ressalta a nota.

"Marrocos prioridade (serão expulsos porque a maior parte da transferência é feita por estrada. Bolívia não expulsa atualmente.

Capacidade de lugares em voo limitada)", acrescenta a nota.

Questionado sobre a nota interna da delegacia, o ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, reconheceu que pode ter havido um "mal-entendido" sobre a aplicação da Lei de Estrangeiros e disse que é preciso "explicar bem" para que isso não aconteça.

"A prioridade da Polícia é deter ilegais quando estes imigrantes estiverem vinculados à criminalidade", afirmou Rubalcaba.

O Partido Popular (PP), o principal da oposição na Espanha, pedirá o comparecimento de Rubalcaba no Senado para que esclareça se estão acontecendo ou não operações contra imigrantes ilegais, depois que este rejeitou a hipótese "categoricamente" na terça-feira na Câmara Alta do Parlamento. EFE nac/db

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