Documento prevê afegãos no controle de segurança em 2011

CABUL - Durante uma grande conferência em Londres, o Afeganistão e a comunidade internacional devem divulgar nesta semana um roteiro para que Cabul assuma sua própria segurança, indicou um comunicado obtido pela Reuters.

Reuters |

Soldados afegãos podem administrar algumas províncias no início de 2011, com forças lideradas pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em um papel de suporte, abrindo o caminho para o início de uma retirada militar dos Estados Unidos em 18 meses.

Em um momento em que a violência no país não para de melhorar, o presidente afegão, Hamid Karzai, está sob intensa pressão do Ocidente para reforçar e expandir as forças de segurança afegãs.

Mas uma importante fonte de atritos entre os dois lados na conferência de Londres, em 28 de janeiro, cujo objetivo é estabelecer um cronograma para os países ocidentais começarem a retirada do Afeganistão, inesperadamente foi resolvida neste domingo.

Autoridades eleitorais afegãs anunciaram o adiamento das eleições legislativas de maio para setembro, satisfazendo diplomatas e críticos domésticos que querem tempo para evitar a repetição das fraudes que cercaram as eleições presidenciais do ano passado.

A conferência será a primeira aparição de Karzai perante os líderes ocidentais desde sua controversa reeleição, e ambos os lados esperam usar a reunião para revigorar sua imagem, afetada entre os países que mantêm 110 mil soldados no Afeganistão.

Uma cópia do esboço do comunicado antecipa que soldados afegãos podem assumir "a primazia da segurança" em algumas províncias no início de 2011, com forças estrangeiras em um papel de suporte, mostrou uma cópia do documento obtida pela Reuters.

O comunicado também compromete o Afeganistão a estabelecer - e o Ocidente a financiar - um programa para "chegar aos insurgentes" e pagar os combatentes para persuadi-los a entregar suas armas.

Líderes ocidentais querem que Karzai faça mais para combater a corrupção, que estimula o apoio ao Taleban. Um relatório da ONU na semana passada descobriu que quase um quarto do PIB do Afeganistão é gasto em subornos.

A linguagem do texto sugere que a corrupção, no entanto, não será o principal assunto a ser discutido em Londres.

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