Doadores pressionam árabes para financiar governo palestino

Premiê palestino e chanceler norueguês pedem aumento de recursos e doações para financiar de salários a infraestrutura

Reuters |

Autoridades palestinas e da Noruega pediram nesta segunda-feira que países árabes ricos apoiem o processo de paz no Oriente Médio aumentando a ajuda financeira à Autoridade Palestina enquanto o governo se prepara para ganhar o status de Estado.

AP
O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad (E), e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas (foto de arquivo)
Depois de uma reunião com ministros árabes do Golfo, o primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, afirmou que a Autoridade Palestina ainda precisa de US$ 500 milhões este ano para financiar tudo, de salários à infraestrutura.

"O que procuramos agora, ao longo do que resta deste ano, é encontrar cerca de meio bilhão de dólares que precisamos a fim de equilibrar nosso caixa", disse Fayyad a jornalistas após reunião, que ocorreu nos bastidores da reunião para Metas de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, na sede da ONU, em Nova York. "Temos esperança de obter o apoio e a assistência de que precisamos", acrescentou.

Diálogo de paz

O ministro das Relações Exteriores da Noruega, Jonas Gahr Stoere, que preside o grupo de doadores, afirmou que a necessidade de apoio aumentou com a recente iniciativa do diálogo de paz apoiado pelos EUA entre Israel e os palestinos. O presidente dos EUA, Barack Obama, quer que as conversações resultem em um acordo para um Estado palestino pleno dentro de um ano.

"Nós, de fato, esperamos que os países árabes e do Golfo cumpram com suas promessas. O tempo é curto. Vamos intensificar nossos esforços para passar esses números", afirmou Stoere.

O chanceler norueguês afirmou que os esforços da Autoridade Palestina para melhorar a administração fiscal e melhorar a segurança básica estão tendo um impacto real - fato que, segundo ele, deve convencer Israel a reduzir ainda mais as restrições sobre a movimentação e o comércio palestino na Faixa de Gaza e em outros locais.

Ainda na reunião, o Banco Mundial advertiu que a autoridade está diante de um déficit financeiro este ano de até US$ 400 milhões e poderá permanecer dependente do auxílio financeiro a menos que possa atrair investimento e encontrar formas sustentáveis de fazer crescer sua economia.

Enquanto a autoridade tenta cortar custos e melhorar o recolhimento de impostos, Fayyad afirmou esperar que até 2013 o governo não seja mais forçado a depender da ajuda estrangeira para financiar seu orçamento.

    Leia tudo sobre: oriente médiopalestinosisraelárabesisrael

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG