Doadores fornecem 77 milhões de euros para reformar acampamento no Líbano

Viena, 23 jun (EFE).- Uma conferência internacional de doadores reuniu hoje em Viena 77 milhões de euros (US$ 120 milhões) para reconstruir o acampamento de refugiados palestinos de Nahr al-Bared, no norte do Líbano, destruído pelos combates entre o Exército libanês e milicianos do grupo radical sunita Fatah al-Islam.

EFE |

O resultado da reunião foi anunciado pela titular de Exteriores austríaca, Ursula Plassnik, que especificou que os trabalhos começarão neste segundo semestre.

"Juntos vamos possibilitar aos habitantes deste campo de refugiados uma vida digna", indicou a ministra à imprensa.

A União Européia (UE), que já tinha entregado 20 milhões de euros para os trabalhos de reconstrução, prometeu outros 8 milhões de euros.

A reconstrução de Nahr al-Bared e seus arredores custará US$ 282 milhões, dos quais 50% serão financiados pelos países petroleiros do Golfo Pérsico (Arábia Saudita, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos).

O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, esclareceu hoje em entrevista coletiva em Viena que os palestinos que vivem há 60 anos no Líbano não deveriam permanecer ali para sempre.

A reconstrução do campo "deve servir para melhorar as condições de vida" e "as perspectivas de voltar um dia aos territórios que tiveram que abandonar" em 1948, após a criação do Estado de Israel, indicou.

O secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa, afirmou que a solução ao problema dos refugiados palestinos no Oriente Médio é "o retorno (ao que hoje é Israel) ou uma compensação".

"As tensões na região seguem sendo altas pelo fracasso do processo de paz e a construção de assentamentos (israelenses), que estão alterando a realidade geográfica e demográfica na região", disse Moussa.

Segundo a Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA), 5.450 famílias palestinas de Nahr al-Bared foram deslocadas pelos combates no ano passado e vivem, desde então, em condições precárias.

A reconstrução do campo será o maior projeto realizado pela UNRWA, com o objetivo de dar novos lares a 27 mil pessoas e reconstruir casas, escolas e centros médicos.

Espera-se que as obras de construção terminem em meados de 2011.

Entre 20 de maio e 2 de setembro de 2007, os choques registrados deixaram mais de 400 mortos. Os milicianos foram derrotados pelos soldados libaneses. EFE jk/db

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