DNA confirma morte de militante mais procurado da Indonésia

Testes de DNA divulgados neste sábado confirmaram a morte do militante islâmico mais procurado da Indonésia, Noordin Mohamed Top, segundo a polícia local. Ele foi um dos quatro mortos durante uma operação da polícia na quinta-feira próximo à cidade de Solo, no centro da ilha de Java.

BBC Brasil |

Após a operação, a polícia havia identificado Noordin inicialmente pelas digitais, mas agora diz ter "100% de segurança" de que se tratava mesmo dele.

Esta não é a primeira vez que as autoridades indonésias afirmam que Noordin Mohamed Top, nascido na Malásia, está morto.

Em agosto, após uma operação em Java, a polícia havia declarado que o militante havia morrido, mas testes posteriores negaram a afirmação.

Facção
A polícia diz que planeja enviar o corpo de Noordin de volta à Malásia o mais rápido possível.

Noordin, de 41 anos, era acusado de ser o principal financiador do grupo radical Jemaah Islamiah antes de estabelecer sua própria facção.

Acredita-se que ele não esteve por trás dos ataques a bomba que mataram mais de 200 pessoas em Bali em 2002, mas seu grupo é acusado por outras explosões na ilha em 2005.

Ele também é acusado de um ataque ao hotel Marriott em Jacarta, em 2003, que matou 12 pessoas e por uma explosão na Embaixada da Austrália em Jacarta em 2004.

Uma trégua com o grupo foi interrompida em julho, quando dois ataques a bomba simultâneos nos hotéis Marriott e Ritz-Carlton, em Jacarta, mataram nove pessoas e deixaram vários feridos.

Em uma operação em Cilacap, na zona central de Java, em julho, a polícia disse ter achado material para fabricação de bombas em uma escola islâmica e explosivos enterrados no jardim da casa do sogro de Noordin.

Líderes regionais disseram esperar que a morte de Noordin Mohamed Top possa conter a ação de grupos radicais islâmicos no Sudeste da Ásia.

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