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DNA confirma autenticidade de restos do último czar russo

Moscou, 5 dez (EFE).- As análises de DNA confirmaram a autenticidade dos restos do último czar russo, Nicolau II, e de sua família encontrados em 1979 e sepultados em 1998, anunciaram hoje especialistas americanos.

EFE |

"Analisamos o DNA recolhido de fragmentos de ossos, os comparamos com o código genético dos parentes de Nicolau II e chegamos à conclusão de que a semelhança é de 100%", afirmou Michael Coble, chefe do departamento de Pesquisa do Laboratório de Reconhecimento por DNA, segundo agências russas.

Coble, que fez esta declaração durante uma conferência científica em Yekaterimburgo, nos montes Urais, acrescentou que os resultados da pesquisa, que "superaram todas as expectativas criadas", já foram "entregues aos colegas russos".

"Hoje se fará uma análise comparativo do esqueleto número 4 da primeira sepultura que pertence a Nicolau II com o DNA extraído da camisa ensangüentada do czar", apontou.

Essa camisa, que se encontra no museu do Hermitage de São Petersburgo, é a que vestia o imperador russo quando sofreu uma tentativa de assassinato em 1891 durante sua visita ao Japão, quando ainda não tinha herdado o trono.

Um policial japonês atacou o então herdeiro com uma espada de samurai, com a qual lhe golpeou no crânio, mas, milagrosamente, sem chegar a feri-lo gravemente.

A chefe da Casa Real russa, a Grã-Duquesa Maria Romanova, residente na Espanha, expressou em outubro à Agência a Efe que tinha dúvidas sobre a autenticidade desses restos, da mesma forma que a Igreja Ortodoxa Russa.

Segundo os historiadores, Nicolau II e sua família foram sumariamente fuzilados pelos revolucionários comunistas em Yekaterimburgo na madrugada de 16 para 17 de julho de 1918.

Em seguida, os bolcheviques decidiram enterrar separadamente os restos -o czar, sua esposa e três filhas sob uma ponte de madeira, e os da princesa Maria e do herdeiro à coroa, Alexei, em uma floresta próxima- para que, em caso de serem achados, ninguém vinculasse esses restos com os da família real.

Os restos atribuídos ao czar, sua esposa e três dos filhos foram exumados em 1991 e sepultados na Fortaleza de São Pedro e São Paulo, em São Petersburgo em 1998, na presença do então presidente russo, Boris Yeltsin, e de representantes de casas reais.

Em agosto de 2007, arqueólogos russos acharam também os restos de Alexei e da princesa Maria, e em julho passado a Procuradoria anunciou que as análises de DNA confirmaram sua autenticidade.

Em 1º de outubro, a Corte Suprema da Rússia decidiu reabilitar Nicolau II e a sua família, opinando que o czar, sua esposa, Alejandra, e seus cinco filhos -as princesas Olga, Tatiana, Maria e Anastasia e Alexei- foram vítimas da repressão política comunista.

EFE io/jp

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