Divulgadas fotos inéditas de chefe das Farc morto no Equador

Bogotá, 26 fev (EFE).- A poucos dias do primeiro aniversário da operação em que o Exército colombiano matou no Equador o então número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes, foram divulgadas nesta quinta-feira fotos inéditas do corpo do guerrilheiro.

EFE |

Nas fotos, propriedade dos arquivos das Forças Armadas da Colômbia, aparecem também os óculos de "Raúl Reyes" e seu polêmico computador, além de trilhas, refeitórios e armamento do acampamento onde o então porta-voz internacional das Farc estava.

Em seu lugar de descanso também foram registrados uniformes, armamento, cama, além das memórias e documentos do guerrilheiro que até o momento eram desconhecidas.

Em uma das imagens mais surpreendentes aparece o corpo de Luis Edgar Devia, mais conhecido como "Raúl Reyes", quando ele era levado para um helicóptero.

O comandante das Forças Militares, general Freddy Padilla, assegurou que o golpe dado ao então número dois da organização guerrilheira colombiana permitiu "descobrir o que alguns especialistas chamaram de o arquivo das Farc".

"Dessa maneira nos demos conta de todas as ramificações que as Farc tinham em nível nacional e internacional, pudemos colocar isso nas mãos da Justiça colombiana e levar a Interpol e outros organismos de investigação criminal", afirmou.

O corpo de "Reyes" foi levado cuidadosamente pelos militares e policiais colombianos para respeitar as normas, de acordo com Padilla, para depois tirá-lo do acampamento equatoriano usando luvas.

Padilla explicou que o objetivo foi proteger todas as evidências e as fotografias foram tiradas para deixar claro que o corpo do chefe rebelde foi tratado com cuidado.

No acampamento atacado foram achados cerca de 20 mil arquivos e duas mil fotografias apreendidas pelos militares colombianos que mataram "Raúl Reyes" em 1º de março de 2008 em território equatoriano.

Após analisar esse material, depois enviado à sede da Interpol na França, ficou claro que as Farc contam com apoio de Governos vizinhos e de uma rede que se estende por pelo menos 28 países.

A própria Interpol determinou que o material não tinha sido alterado. EFE fer/rr

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