Divórcios custam ao Tesouro americano US$ 112 bilhões ao ano

Nova York, 15 abr (EFE) - Os divórcios e a criação de filhos por parte de pais solteiros nos Estados Unidos têm um custo para os cofres públicos do país de mais de US$ 112 bilhões ao ano, segundo os resultados de um estudo divulgado hoje.

EFE |

A pesquisa foi promovida por várias associações americanas que reivindicam do Governo mais medidas de auxílio à família e ao casamento, entre elas o Instituto para os Valores Americanos de Nova York, o Conselho da Família da Geórgia e o Instituto para o Casamento e as Políticas Públicas.

Segundo o estudo, os custos gerados pelos divórcios e pela criação de filhos por pais solteiros para as Administrações federal, estadual e local dos EUA foram de mais de US$ 1 trilhão nos últimos dez anos.

"Este estudo documenta pela primeira vez que o divórcio e a criação de filhos fora do casamento além de serem ruins para as crianças, representam aos contribuintes um enorme montante de dinheiro", afirmou o presidente do Instituto para os Valores Americanos, David Blankenhorn, ao apresentar o trabalho.

O relatório aponta, por exemplo, que a redução em 1% da fragmentação familiar poderia supor uma economia ao tesouro de US$ 1,1 bilhão anuais.

"Esses custos se devem aos aumentos nas despesas que representam os programas de combate da pobreza, educacionais e de justiça", acrescentou o professor da Universidade da Geórgia Ben Scafidi, em comunicado à imprensa.

Além disso, disse que são conseqüência da "redução dos impostos pagos pelos indivíduos cuja produtividade adulta se vê negativamente afetada pela pobreza infantil causada pela fragmentação familiar".

Dos US$ 112 bilhões anuais citados no estudo, US$ 70,1 bilhões seriam gastos originados a cada ano pela Administração central, US$ 33,3 bilhões pelos estados e o resto do âmbito local.

O estudo acrescenta que a Califórnia é o estado que possui mais despesas (US$ 4,8 bilhões ao ano), enquanto no extremo oposto se encontra Wyoming, com US$ 61 milhões.

"A preocupação da opinião pública sobre a diminuição de casamentos não deve se basear somente em questões morais", segundo Scafidi, para quem a redução dos custos associados à fragmentação família deve ser um objetivo "legítimo" de governantes e legisladores. EFE mgl/bf/db

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