Dividida, Honduras inicia campanha eleitoral

Por Gustavo Palencia TEGUCIGALPA (Reuters) - Honduras iniciou na segunda-feira a campanha para a eleição presidencial de novembro, com uma população dividida por causa do golpe de Estado de junho.

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O governo interino do país ignora a pressão internacional para reempossar Manuel Zelaya na presidência e garante estar preparado para eventuais sanções economias e diplomáticas caso transfira o poder, em janeiro, a um novo presidente eleito no pleito de 29 de novembro.

A eleição estava marcada antes do golpe, mas grande parte da comunidade internacional já disse que não reconhecerá seu resultado.

Apesar disso, rádios e TVs começaram a divulgar mensagens conclamando o eleitorado às urnas, e nas ruas já há bandeiras vermelhas e brancas do partido governista e azuis e brancas do principal grupo oposicionista.

O esquerdista Zelaya foi deposto e exilado por causa das suas manobras para mudar a Constituição e buscar um novo mandato.

Os principais candidatos à presidência são Porfírio Lobo, empresário ruralista do oposicionista Partido Nacional, e Elvin Santos, engenheiro oriundo de uma família abastada, ligado ao Partido Liberal (governista).

Lobo, derrotado por Zelaya na última eleição, aparece com 42 por cento das intenções de voto na última pesquisa CID Gallup, contra 37 por cento de Santos.

Os dois candidatos prometem um governo de unidade para levar a paz ao país, combater o desemprego e melhorar a segurança pública. Mas simpatizantes de Zelaya ainda realizam manifestações diárias nas ruas de Tegucigalpa, despertando o temor de violência durante a campanha.

"Este é um processo particular: nós estamos oferecendo mudar este país e levá-lo sobre um caminho de desenvolvimento, tranquilidade, dignidade para benefício de todo o povo", disse Lobo em um comício.

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