Divergências forçam adiamento de anúncio de governo de união palestino

Hamas rejeita indicação de Salam Fayyad, ex-economista do Banco Mundial, para o cargo de primeiro-ministro

iG São Paulo |

Um anúncio planejado para terça-feira de um novo governo de união palestino foi adiado após os movimentos Fatah e Hamas não conseguirem chegar a um acordo sobre um primeiro-ministro, disseram autoridades do Fatah neste domingo.

O Fatah, liderado pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, que tem apoio do Ocidente, nomeou para o cargo  respeitado internacionalmente e que atualmente dirige o governo palestino na Cisjordânia.

O Hamas, movimento islâmico que tomou a Faixa de Gaza das forças do Fatah em 2007, rejeitou Fayyad, um independente, acusando-o de colaborar com Israel em um bloqueio ao território.

"Pedimos a nossos irmãos e à liderança egípcia para adiar a reunião por vários dias", disse Azzam al-Ahmed, chefe da delegação do Fatah para as negociações no Cairo, citando a movimentada agenda de Abbas.

"Vamos chamá-los dentro de alguns dias para definir uma data para uma nova reunião, e esperamos que a próxima sessão seja bem-sucedida," disse à Reuters.

Outros funcionários do Fatah, que pediram para não ser identificados por causa da sensibilidade da questão, atribuíram o atraso à discussão sobre a nomeação de Fayyad. Questionado sobre se a reunião tinha sido adiada, um porta-voz do Hamas em Gaza disse que o grupo estava aguardando uma notificação formal de um atraso dos egípcios.

Na semana passada, autoridades palestinas disseram que Abbas e o líder do Hamas, Khaled Meshaal,  se reuniriam no Cairo na terça-feira para revelar o novo governo.

Sob um acordo de reconciliação alcançado em abril, as facções rivais concordaram em formar um governo de tecnocratas, composto por ministros sem filiações partidárias.

Novas construções em Jerusalém Oriental

O governo israelense autorizou a construção ampliada de 2 mil casas num assentamento de colonos judeus em Jerusalém Oriental, anunciou neste domingo o Ministério do Interior. "A comissão de planejamento e urbanização de Jerusalém autoriza a ampliação de 2 mil residências no bairro de Ramat Shlomo", disse o ministério em um comunicado.

Ramat Shlomo foi motivo de muitas tensões entre Israel e Estados Unidos em março de 2010, quando o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, durante visita do vice-presidente americano, Joe Biden, anunciou a construção nessa colônia de 1,6 mil casas.

Reuters e AFP

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