Distúrbios populares na China acabam com 4 funcionários expulsos

Pequim, 4 jul (EFE) - Quatro funcionários chineses foram expulsos dos cargos por má condução das grandes revoltas populares registradas no sudoeste do país em protesto contra a morte de uma estudante que, segundo a família, foi estuprada e assassinada por pessoas ligadas à Polícia e ao Governo local.

EFE |

A agência estatal chinesa "Xinhua" afirma hoje que os expulsos são o secretário do Partido Comunista do distrito de Weng'an; o chefe do Governo; o principal responsável pela segurança pública; e o diretor do comitê de Assuntos Legais.

Os protestos ocorreram em Weng'an, na província de Guizhou, no último fim de semana, quando cerca de 30 mil pessoas entraram em choque com as forças de segurança e incendiaram prédios do Governo para denunciar a morte da jovem Li Shufen, de 17 anos.

Para o chefe provincial do Partido Comunista, Shu Zongyuan, o "motivo verdadeiro" dos protestos foram as "soluções rudes e brutas" das autoridades locais para resolver disputas sobre minas, demolição de imóveis e projetos públicos, os realocamentos devido à construção de represas "e vários outros assuntos".

As manifestações populares começaram, no entanto, quando os suspeitos detidos no caso de Li, dois deles com cargos oficiais locais, foram libertados.

De acordo com a última versão oficial, Li estava com seu namorado e outras duas pessoas quando decidiu pular no rio por vontade própria e se suicidou, na noite de 21 de junho, sem que seus acompanhantes pudessem fazer nada para evitar.

Fontes policiais citadas pela "Xinhua" afirmaram que a jovem decidiu se matar porque sua família a tinha maltratado.

No entanto, esta versão foi negada pela família e amigos próximos, que acreditam que Li foi estuprada e assassinada por pessoas ligadas à Polícia e ao Governo local.

Os legistas farão uma terceira autópsia para esclarecer os fatos, e o resultado será enviado ao Governo provincial de Guizhou.

Os distúrbios deixaram 150 feridos, entre moradores e policiais, e mais de 40 veículos queimados, segundo os últimos dados oficiais.

EFE cg/ev/db

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