Distúrbios no Egito deixam ao menos 3 mortos

Mais de 10 mil manifestantes protestavam contra o presidente Hosni Mubarak; governo diz que polícia se viu obrigada a reagir

EFE |

Pelo menos um policial e dois civis morreram nesta terça-feira no Egito em meio aos protestos ocorridos no país, disseram à Agência Efe fontes dos serviços de segurança. O policial, identificado como Ahmed Abdelaziz, ficou ferido na praça de Tahrir, no centro do Cairo, mas morreu quando era atendido em um hospital. Os dois civis morreram na cidade de Suez. Vários policiais ficaram feridos durante os enfrentamentos com os manifestantes, que se reuniram para protestar contra o presidente do país, Hosni Mubarak, segundo o Ministério do Interior.

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Manifestante foge de policiais durante protesto no Cairo

Em comunicado, o ministério afirma que a polícia se viu obrigada a atuar para afastar os manifestantes de edifícios importantes, como o Parlamento, próximo à praça de Tahrir, no centro do Cairo, onde mais de 10 mil pessoas se reuniram.

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Manifestantes se reúnem no Cairo para protestar contra presidente Hosni Mubarak
As forças de segurança conseguiram controlar as manifestações para que não se estendessem, segundo a nota, que acusa a Irmandade Mulçumana de ser a responsável pelos distúrbios. Segundo o ministério, alguns membros deste grupo ilegal se infiltraram no meio dos manifestantes, pertencentes a organizações opositoras.

Os simpatizantes da Irmandade Mulçumana "se aproveitaram da atmosfera tranquila" que os corpos de segurança tentavam manter para lançar pedras contra edifícios governamentais e propriedades privadas, acrescenta o comunicado.

Até as primeiras horas da noite desta terça-feira (no horário local), 25 pessoas tinham sido detidas, inclusive membros da Irmandade Mulçumana e de os outras dez forças políticas, segundo as fontes dos serviços de segurança.

A convocação do protesto pedia a derrogação da lei de emergência, vigente desde 1981, e reformas políticas, entre outras reivindicações.

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