Distúrbios no Chile deixam 13 feridos e 251 detidos

Confrontos aconteceram no aniversário de 37 anos do golpe militar de 1973; manifestantes levantaram barricadas e fizeram saques

EFE |

AP
Manifestante lança pedras contra policiais durante marcha em Santiago do Chile pelo 37º aniversário do golpe militar de 1973
Treze pessoas ficaram feridas, sendo nove delas soldados, e 251 foram detidas nos distúrbios ocorridos na noite de sábado e na madrugada deste domingo no Chile ao se completar 37 anos do golpe militar de 1973, informaram neste domingo fontes policiais.

Do total dos detidos, 221 foram presos em Santiago e 30 em outras cidades do Chile. Dos detidos, 59 são menores de idade, disse a fonte.

Em diversos setores periféricos de Santiago os manifestantes, que levantaram barricadas acesas e saquearam algumas lojas, também provocaram cortes de energia que deixaram sem luz cerca de cem mil moradores da capital chilena.

Apesar do balanço, a polícia diz que esse foi o 11 de setembro "mais tranquilo dos últimos dez anos". A maioria dos detidos nos incidentes foram presos por desordens de rua, que foram mais intensos nas comumas de Huechuraba, Cerro Navia e Pudahuel.

Os policiais feridos permanecem hospitalizados, mas estão fora de perigo. Quatro civis foram atingidos por balas perdidas, um deles foi ferido no pé, mas, segundo fontes médicas, não correm risco de vida.

Na tarde de sábado, outras 20 pessoas foram detidas quando grupos encapuzados atacaram veículos da imprensa nos arredores do Cemitério de Santiago, quando cobriam um passeata comemorativa dos familiares das vítimas da ditadura. A passeata, na qual participaram cerca de 10 mil pessoas, tinha transcorrido de forma pacífica até esse momento.

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