Distúrbios e corrupção derrubam Governo grego nas pesquisas

Atenas, 21 dez (EFE).- O Governo conservador grego está sofrendo o desgaste de duas semanas de distúrbios após a morte de um adolescente pelo disparo de um policial, que gerou uma onda de protestos devido à situação econômica, corrupção e falta de oportunidades para os jovens.

EFE |

Segundo as diversas pesquisas publicadas hoje pela imprensa grega, o principal partido da oposição, o Movimento Socialista Pan-Helênico (Pasok), tem seis pontos percentuais de vantagem em relação ao governamental Nova Democracia (ND) nas intenções de voto.

A companhia Public Issue concede 38,5% da preferência ao Pasok e 32,5% à ND, e, pela primeira vez, o líder da legenda de oposição, Giorgos Papandreu, aparece como o "mais apropriado para governar", com o apoio de 35% da população frente aos 34% do primeiro-ministro Costas Caramanlis.

Após a aprovação dos orçamentos estatais para 2009 à meia-noite de sábado, espera-se que Caramanlis anuncie nos próximos dias uma reforma de seu gabinete, do qual cinco ministros e vice-ministros poderiam cair.

Segundo uma investigação realizada por um comitê parlamentar, esses responsáveis estariam envolvidos em um caso de corrupção que provocou perdas no valor de 150 milhões de euros por causa de vendas de terras estatais a um mosteiro ortodoxo.

Há poucos dias, Caramanlis pediu desculpas no Parlamento, assumindo a responsabilidade política que lhe corresponde por não ter advertido a tempo a magnitude do escândalo, declarou o premiê.

Também há especulações sobre o futuro do ministro do Ensino, Evripidis Stylianidis, pela forma de administrar a crise na qual mais de 700 colégios de ensino médio permanecem fechados desde a morte do adolescente Alexandros Grigoropoulos.

Este incidente detonou uma onda de protestos estudantis, distúrbios e choques com a Polícia, reivindicando uma melhor educação e exigindo um aumento das despesas para o ensino.

Na pesquisa do jornal "To Vima", oito em cada dez entrevistados acreditam que os distúrbios são o resultado da insatisfação com as reformas sociais e 34,8% pedem um Governo de coalizão que proteja o país da crise econômica mundial. EFE afb/ab/an

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