Distúrbios deixam 20 mortos na Tunísia

Sindicato reivindica aplicação de reformas políticas com o objetivo de democratizar o país

EFE |

Pelo menos 20 pessoas morreram neste domingo e várias ficaram feridas em enfrentamentos com a polícia nas cidades de Thala e Kaserin, no centro-oeste da Tunísia, informou Ahmed Nejib Chebi, dirigente do Partido Democrata Progressista.

"As informações que chegam a nós de Kaserin e Thala falam de pelo 20 pessoas que morreram atingidas por disparos desde sábado em enfrentamentos, que continuam neste domingo", disse Chebi, líder histórico do PDP.

"Chegaram a disparar contra um cortejo fúnebre", afirmou, citando como fontes as sedes de seu partido nas duas cidades. Chebi pediu "um cessar-fogo imefiato" ao presidente Zin El Abidin Ben Ali.

De acordo com testemunhas, pelo menos quatro pessoas morreram em Kaserin, a 290 km da capital. As autoridades, entretanto, ainda não confirmam este balanço.

Até o momento, o governo reconhece apenas a morte de duas pessoas em enfrentamentos com a polícia em Thala, no sábado.

O comitê central do sindicato dos trabalhadores reuniu-se neste domingo na capital tunisiana "em caráter de urgência para tentar colaborar na pacificação das áreas em que o conflito social tomou dimensões alarmantes, (Sidi Bouzid e Kasserin)", segundo informou o dirigente sindicalista Lutfi Hamruni. A posição do sindicato é de "apoio às reivindicações legítimas das regiões em conflito".

O sindicato reivindica ao governo a aplicação de "reformas políticas com o objetivo de democratizar o país, de não assumir as demandas dos manifestantes que querem a saída do governo e do presidente Ben Ali".

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