Distrito de Wenchuan no epicentro do terremoto continua isolado

Pequim, 13 mai (EFE).- O distrito de Wenchuan, no epicentro do terremoto de 7,8 de magnitude que sacudiu na segunda-feira a China, se mantém isolado e as equipes de resgate não conseguem ter acesso ao local.

EFE |

A agência oficial "Xinhua" informou hoje que as estradas ficaram destruídas pelos desabamentos de terra.

O terremoto, que foi sentido a 1.500 quilômetros de distância, incluindo Pequim, Xangai e Tibete, causou até o momento 10.000 mortos.

As autoridades de Wenchuan, situada a 159 quilômetros ao noroeste de Chengdu, capital de Sichuan, se viram obrigados hoje a pedir por telefone via satélite ajuda aérea, já que as telecomunicações estavam cortadas.

Wang Bin, secretário do Partido Comunista do distrito, pediu o lançamento de alimentos, remédios e equipamentos de comunicações via satélite.

Também disse que estavam precisando de pessoal médico para atender os feridos pelo terremoto.

Segundo Wang Bin, a maioria das casas rurais foram derrubadas e as que ainda estão em pé correm o perigo de desabarem em breve.

Milhares de habitantes passaram a noite ao ar livre e nenhum quis dormir de baixo de tetos.

Segundo números divulgados pela agência "Xinhua", pelo menos 15 pessoas perderam a vida em Wenchuan e outras 307 ficaram feridas, 36 de forma grave, embora não tenha sido possível avaliar os números das localidades próximas ao epicentro do terremoto, que contam com uma população conjunta de mais de 24.000 pessoas.

Por sua parte, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, que ontem à noite chegou à cidade de Dujiangyan, cerca de 100 quilômetros do epicentro, pediu às Forças Armadas que tentem chegar a Wenchuan o mais rápido possível.

"As provisões de água, eletricidade e telecomunicações devem ser restabelecidas o mais breve possível", disse Wen.

Li Chongxi, vice-secretário do comitê provincial do PCCh, tentou liderar uma equipe de resgate a Wenchuan, mas não pôde por falta de acesso.

"Estamos fazendo tudo o que podemos, mas as estradas estão bloqueadas com rochas, estão destruídas", afirmou Li. EFE pc/fb

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