Distribuidor de programa de alimentos da ONU é assassinado na Somália

Mogadíscio, 19 mar (EFE).- Um distribuidor somali do Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU foi assassinado em Mogadíscio, no momento em que autoridades locais acusam estes empresários de lucrarem em cima da ajuda internacional, informaram hoje à Agência Efe os familiares da vítima.

EFE |

Hussein Malin foi assassinado na noite de quarta-feira por três homens armados e mascarados que "se aproximaram dele enquanto descansava sentado no jardim de casa", disse hoje Ali Malin Hassan, um de seus parentes, à Agência Efe.

"Os três homens fugiram após atirar e ele foi levado rapidamente a um hospital, mas morreu no caminho", concluiu Hassan.

Segundo o mesmo parente, Malin distribuía comida do PAM a milhares de deslocados concentrados nos arredores de Mogadíscio desde 2007 e tinha planejado viajar até a região somali de Juba, na fronteira com o Quênia, para trabalhar no local.

Hoje, Abdifatah Ibrahim Shawey, vice-prefeito de Mogadíscio, criticou os contratos do PAM com distribuidores locais e afirmou que estes desviam recursos da ajuda internacional.

"O PAM não dá diretamente a comida aos necessitados, a armazena e contrata empresários locais para distribuí-la, mas estes a vendem em vez de entregá-la", disse Shawey.

O assassinato ocorreu dois dias depois do sequestro de quatro funcionários da ONU, três estrangeiros e um somali, que foram mantidos reféns por 12 horas por um clã tribal armado no oeste do país.

No ano passado, mais de 30 trabalhadores humanitários foram assassinados na Somália, entre eles 12 do Programa Mundial de Alimentos, enquanto outros 30 foram sequestrados. EFE ia-aa/bba/an

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