Dissidentes se articulam para tirar Brown da liderança trabalhista

Londres, 6 jun (EFE).- Os dissidentes trabalhistas preparam durante este fim de semana sua estratégia para forçar a substituição do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, à frente do partido depois de este ter afirmado ontem estar decidido a esgotar a legislatura.

EFE |

Entre 60 e 70 deputados devem assinar uma carta que circula pelo Parlamento e na qual pedem a renúncia de Brown, segundo disse ao jornal "The Guardian" um dos articuladores do movimento.

Brown se encontra hoje nas celebrações pelo 65º aniversário do desembarque aliado na Normandia, o Dia D, mas os dissidentes não se dão por vencidos, segundo a imprensa britânica.

Eles podem vir a cobrar novas forças dos resultados das eleições europeias de quinta-feira, que serão conhecidos amanhã, e que podem ser tão desastrosos como os parciais do pleito local no Reino Unido, nas quais os trabalhistas se viram totalmente humilhados inclusive em seus redutos tradicionais.

Segundo o "The Guardian", os dissidentes conversam neste fim de semana com os partidários de Alan Johnson, o único trabalhista bem-visto nos diferentes setores do partido e no qual alguns veem um possível substituto de Brown.

Entretanto, Johnson, que foi nomeado ontem para a pasta de Interior, em substituição de Jacqui Smith, que renunciou, já disse várias vezes que não tem ambição maior do que continuar sendo ministro.

Mesmo assim, a expectativa é de que, na segunda-feira, os dissidentes trabalhistas publiquem a lista dos signatários da carta e que, à noite, tentem organizar uma votação secreta sobre a liderança do partido.

Segundo alguns veículos de imprensa, Brown também pode enfrentar uma perigosa revolta por parte de ministros de seu Governo quando completar a remodelação de seu gabinete nos próximos dias.

Apesar do anúncio ontem de seu novo gabinete em um esforço desesperado para controlar danos, Gordon Brown perdeu autoridade a olhos vistos.

Isso fica claro, entre outras coisas, com o fato de que se viu obrigado a manter em seus postos os titulares de Assuntos Exteriores, David Miliband, e de Finanças, Alistair Darling, diante da recusa de ambos em mudar de pasta.

Na entrevista coletiva desta sexta-feira, após a remodelação ministerial, alguns jornalistas inclusive acusaram Brown de ter mentido depois de negar ter tentado forçar Darling a mudar de ministério. EFE jr/bba

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