Dissidentes sandinistas acusam Ortega de repressão

Manágua, 29 nov (EFE) - Dissidentes sandinistas acusaram hoje o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, de usar as instituições públicas para intimidar e reprimir seus opositores, devido à condenação ditada ao missionário laico de origem italiana Alberto Boschi.

EFE |

O juiz nicaragüense Celso Urbina condenou na sexta-feira Boschi a um ano de prisão pelas lesões leves ao jornalista governista Antenor Peña e por posse ilegal de arma.

Em comunicado, o opositor Movimento Renovador Sandinista (MRS), partido ao qual Boschi pertence, disse que "o 'orteguismo' condenou o missionário católico à prisão por um delito que não cometeu, por um delito que não existiu".

Em 30 de julho, Peña sofreu uma lesão em sua perna direita, quando seguidores de Ortega impediram um grupo de jovens opositores de protestar em uma praça de Manágua.

Nessa ocasião, foi registrado um confronto entre opositores e seguidores de Ortega no qual Boschi, naturalizado nicaragüense, diz não ter participado, já que, segundo sua declaração, só passou pelo lugar no momento em que ocorriam os conflitos.

Boschi reiterou que não agrediu Peña e que jamais levou qualquer tipo de arma, já que, por ser missionário, rejeita a violência.

"A condenação de Boschi a um ano de prisão é mais uma manifestação do uso que o regime de Ortega faz das instituições públicas para intimidar e reprimir seus opositores", reafirmou o MRS, que, em junho, teve sua personalidade jurídica anulada sob a acusação de descumprir várias disposições da lei eleitoral.

O MRS advertiu, além disso, de que "a vítima da repressão das instituições que o 'orteguismo' controla hoje é Boschi, amanhã pode ser qualquer outro cidadão, homem ou mulher, empresário ou trabalhador, católico ou não, qualquer que não comungue com o projeto de Ortega". EFE lfp/ab/db

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