Dissidentes cubanos tentam se reunir com líderes estrangeiros

Havana, 5 jan (EFE).- A dissidência interna cubana começou hoje a se mobilizar e a entregar cartas nas embaixadas de países cujos presidentes visitarão Cuba em breve, com o objetivo de se reunir com eles durante sua estadia na ilha.

EFE |

Cuba entra em um mês com uma intensa agenda diplomática que começou hoje com a visita oficial do presidente panamenho, Martín Torrijos, continuará esta semana com as dos governantes do Equador, Rafael Correa, e Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e com a da chilena, Michelle Bachelet, em fevereiro.

Perante este "tráfego" de chefes de Estado, a plataforma dissidente Agenda para a Transição e a médica Hilda Molina foram os primeiros a se aproximar das delegações do Chile e da Argentina em Cuba para solicitar encontros com Bachelet e Cristina.

Também manifestaram sua intenção de fazer solicitações similares outros, como o partido social-democrata Arco Progressista ou a fundadora das Damas de Branco e agora jornalista independente Miriam Leiva.

"Não foram pedidas reuniões, possivelmente esperando que sejam os visitantes os que se reúnam com uma parte da sociedade civil cubana, que leva anos lutando para melhorar a situação em Cuba e que é conhecida no exterior", disse à Agência Efe Leiva.

"Por isso desperta um grande interesse" a visita, acrescentou Leiva, ao destacar que a presidente chilena pode influir ou conversar com o Governo cubano "para que os presos políticos sejam libertados". EFE jlp/db

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