Dissidentes cubanos pedem status de refugiados políticos à Espanha

Grupo de 6 dos 20 ex-presos políticos enviados ao país europeu em julho também reivindicam permanecer em Madri

EFE |

Um grupo de dissidentes cubanos libertados e recebidos na Espanha apresentou nesta terça-feira um texto à Defensoria Pública espanhola no qual pede que o governo lhes conceda status de refugiados políticos e permita que fiquem em Madri em vez de serem divididos em grupos por outras cidades do país.

O pedido foi assinado por seis dissidentes e 20 familiares que chegaram à Espanha desde 13 de julho , como resultado do diálogo entre o regime de Raúl Castro e a Igreja cubana , informou seu advogado, Fernando Vizcaíno.

Eles pedem a concessão urgente de asilo por parte do governo espanhol como forma de manifesto contra a perseguição política vivida em Cuba para poder regularizar sua situação na Espanha.

O Escritório de Asilo e Refugio, formado por funcionários dos Ministérios de Interior, Exteriores e Justiça da Espanha, tem seis meses para conceder ou negar o pedido de asilo.

Os dissidentes também reivindicam o direito de permanecer em Madri, em vez de ser transferidos a outras cidades. Eles alegam que a Constituição espanhola reconhece seu direito de poder escolher livremente seu lugar de residência.

A metade dos 20 dissidentes cubanos que chegaram à Espanha no último mês foi dividida em várias províncias, em apartamentos da Cruz Vermelha, do Comitê Espanhol de Ajuda ao Refugiado (CEAR) e da Associação Comissão Católica Espanhola de Migrações (ACCEM).

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