Dissidentes cubanos esperados em Madri devem chegar entre quarta e sexta

Chegada de oito presos políticos era esperada para esta terça; atraso se deve a questões logísticas e à disponibilidade de voos

EFE |

Os oito dissidentes cubanos, que eram esperados nesta terça-feira em Madri, devem chegar à Espanha em três grupos entre quarta e sexta juntamente com seus familiares, informaram fontes do Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha. O atraso na transferência dos dissidentes se deve a questões logísticas e de disponibilidade de voos, disseram as fontes.

Os oito opositores são Manuel Ubals González, Ricardo Enrique Silva Gual, Alfredo Manuel Polido López, Blasgiraldo Reyes Rodríguez, Jorge Luis González Tanquero, José Ubaldo Izquierdo Hernández, Arturo Pérez de Alejo Rodríguez e Antonio Ramón Díaz Sánchez, que viajariam acompanhados de 38 parentes.

Izquierdo Hernández, segundo sua esposa, Yumilka Morejón, deve, após sua libertação e passagem pela Espanha, viajar para o Chile, aceitando a oferta do governo chileno de ficar no país na condição de refugiado político.

O ministro espanhol de Assuntos Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, informou no sábado que esse grupo estaria integrado por um nono preso, Jesús Mustafá, de acordo com as identidades divulgadas pelo Arcebispado de Havana dos 20 dissidentes dispostos a ir à Espanha . No entanto, segundo indicaram as fontes nesta terça-feira, "há dúvidas sobre a vontade" desse dissidente de abandonar a Ilha, por isso ainda não está confirmada sua chegada a Madri.

Até agora, são 11 os dissidentes cubanos que foram exilados na Espanha nos últimos dias no marco do diálogo entre o regime castrista e a Igreja cubana.

O governo cubano anunciou que libertará 52 presos políticos em um prazo máximo de quatro meses como resultado do processo de diálogo aberto com a Igreja Católica cubana e apoiado pela Espanha.

Esses presos são os membros que ainda estavam na prisão do chamado "Grupo dos 75", dissidentes condenados a penas de até 28 anos na onda repressiva da Primavera Negra de 2003. Até agora foi confirmada a libertação de um primeiro grupo de 20 presos , que, consultados pela Igreja Católica, aceitaram viajar à Espanha após sua libertação.

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