Dissidentes cubanos criam novo grupo; diálogo com Governo não está descartado

Havana, 10 abr (EFE).- Representantes da dissidência interna de Cuba anunciaram hoje a criação do grupo Agenda para a Transição, que não descarta a possibilidade de, futuramente, dialogar com o Governo.

EFE |

A opositora Marta Beatriz Roque, da ilegal Assembléia para a Promoção da Sociedade Civil (APSC), disse em entrevista coletiva que o grupo, integrado inicialmente por 18 pessoas, foi criado para que todos os dissidentes trabalhem "juntos" e "de forma coordenada".

Roque disse que está aberta a possibilidade de um diálogo com o Governo, mas que esse é um tema "polêmico" porque, dentro da dissidência, "há diferentes maneiras de se ver a situação", de modo que é "preciso mais conversa".

"Estamos convencidos de que o processo inevitável que se aproxima precisa transcorrer em uma atmosfera de reconciliação nacional", afirmou Roque ao ler uma declaração conjunta na presença de representantes diplomáticos de Holanda, Reino Unido e Estados Unidos.

De acordo com o documento, embora o nome do grupo "fale de transição", seus integrantes não estão "completamente preparados para ela, mas, sim, melhor que a oposição de outros países onde (este processo) ocorreu e melhor que o Governo" para levá-la a cabo.

O grupo considera "indispensável a participação do exílio cubano em todas as decisões que tenham a ver com os destinos da nação" e reivindicou "a libertação incondicional de todos os presos políticos" e o fim da "repressão contra os opositores pacíficos e a sociedade cubana". EFE rmo/sc

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